Deputado do castelo assume mandato na Câmara

Edmar Moreira (PTB) assumiu nesta terça (25) a vaga de deputado federal, na vaga deixada com a renúncia de Eduardo Azeredo (PSDB); Moreira concorreu ao pleito de 2010, na coligação formada pelo PP-PR-PPS-DEM-PSDB, mas obteve pouco mais de 45 mil votos; Moreira sonegou à Justiça Eleitoral a posse de um castelo, avaliado em R$ 25 milhões, no interior de Minas Gerais, o que lhe rendeu a alcunha de "deputado do castelo"

Edmar Moreira (PTB) assumiu nesta terça (25) a vaga de deputado federal, na vaga deixada com a renúncia de Eduardo Azeredo (PSDB); Moreira concorreu ao pleito de 2010, na coligação formada pelo PP-PR-PPS-DEM-PSDB, mas obteve pouco mais de 45 mil votos; Moreira sonegou à Justiça Eleitoral a posse de um castelo, avaliado em R$ 25 milhões, no interior de Minas Gerais, o que lhe rendeu a alcunha de "deputado do castelo"
Edmar Moreira (PTB) assumiu nesta terça (25) a vaga de deputado federal, na vaga deixada com a renúncia de Eduardo Azeredo (PSDB); Moreira concorreu ao pleito de 2010, na coligação formada pelo PP-PR-PPS-DEM-PSDB, mas obteve pouco mais de 45 mil votos; Moreira sonegou à Justiça Eleitoral a posse de um castelo, avaliado em R$ 25 milhões, no interior de Minas Gerais, o que lhe rendeu a alcunha de "deputado do castelo" (Foto: Valter Lima)
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Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

Conhecido como deputado do castelo, Edmar Moreira (PTB-MG) assumiu hoje (25) a vaga de deputado federal, na vaga deixada com a renúncia de Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Moreira concorreu ao pleito de 2010, na coligação formada pelo PP-PR-PPS-DEM-PSDB, mas obteve pouco mais de 45 mil votos. O primeiro suplente de Azeredo, Ruy Muniz (DEM-MG), eleito prefeito de Montes Claros (MG), renunciou à vaga, o que possibilitou o retorno do ex-deputado Edmar Moreira.

Deputado federal por quatro mandatos, tendo atuado como corregedor e vice-presidente da Câmara, Moreira disse, em 2009, que deputados não deveriam ser julgados pela Casa, pois tinham "o vício insanável da amizade". As declarações fizeram com que ele renunciasse ao cargo que ocupava, na Mesa Diretora da Câmara. À época, o então deputado teve que responder, no Conselho de Ética da Casa, pelo uso indevido da verba de gabinete, mas foi absolvido, por 9 votos a 3. Moreira também teve que dar explicações sobre a posse de um castelo, avaliado em R$ 25 milhões, no interior de Minas Gerais, o que lhe rendeu a alcunha de "deputado do castelo".

Antes de tomar posse na tarde desta terça-feira, Moreira teve sua situação questionada por um dos suplentes da coligação, pois apesar de ter concorrido em 2010, pelo PR, em outubro do ano passado ele se filiou ao PTB.

A Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara entendeu que para suspender a posse deveria haver alguma decisão da Justiça suspendendo a diplomação de Moreira. "A Mesa dará posse normalmente, teria que vir uma decisão da Justiça para poder dizer que não podemos dar posse. O que temos é a documentação da Justiça Eleitoral, do último pleito, a respeito dos suplentes", informou o secretário-geral da Mesa, Mozart Vianna.

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