Deputado do PDT-RS declara abstenção em votação do impeachment

Apesar de ter anunciado voto pelo impeachment da presidente Dilma, o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS), admitiu, neste sábado (16), que vai se abster na votação do processo na Câmara; o posicionamento contraria a orientação da sigla, que declarou voto contrário ao afastamento da petista; de acordo com o parlamentar, todos da chapa que venceu as últimas eleições deveriam sair do governo incluindo o vice Michel Temer e os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros

Plen�rio Ulysses Guimar�es - Sess�o Extraordin�ria Dep. Pompeo de Mattos Foto: Janine Moraes 25.02.10
Plen�rio Ulysses Guimar�es - Sess�o Extraordin�ria Dep. Pompeo de Mattos Foto: Janine Moraes 25.02.10 (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 - Apesar de ter anunciado voto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS), admitiu, neste sábado (16), que vai se abster na votação do processo na Câmara. O voto em plenário dos 513 deputados está previsto para iniciar às 14h deste domingo. O posicionamento contraria a orientação da sigla, que declarou voto contrário ao afastamento da petista.

De acordo co o parlamentar todos da chapa que venceu as últimas eleições deveriam sair do governo incluindo o vice Michel Temer e os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros. "Acredito que o melhor caminho seria a cassação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e realização de novas eleições", disse ele, conforme relato do Correio do Povo (RS).

Com a abstenção, Pompeo deverá evitar o processo de cassação que foi aberto contra Giovani Cherini. O PDT abriu nessa semana um processo de expulsão de Cherini depois que ele ignorou a posição fechada do partido.

"O que o Giovani fez resultou em exposição a todos os parlamentares da sigla. Ele poderia votar e ver o que aconteceria depois, mas fez toda uma propaganda do posicionamento dele. Entretanto, nas discussões do diretório nacional, ele não se posicionou. Somente eu e mais três deputados brigávamos para sair do governo. Depois briguei para que o partido liberasse os deputados para votar como quisessem", criticou Pompeu.

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