Deputados cobram definição sobre Centro de Convenções da Bahia
Em reunião na Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, presidida pelo deputado Hildécio Meireles (PMDB), o secretário de Turismo do Estado, José Alves, respondeu a questionamentos dos parlamentares sobre a crise do setor na Bahia; sobre o Centro de Convenções, ele disse que o Executivo vai esperar a convocação da CPI para se manifestar; "Estamos persistindo, junto com o governador Rui Costa, em soluções, que serão apresentadas quando ele achar pertinente", disse o secretário
Bahia 247 - Em reunião na Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa da Bahia na manhã desta terça-feira (4/4), presidida pelo deputado estadual Hildécio Meireles (PMDB), o secretário de Turismo do Estado, José Alves, respondeu a questionamentos dos parlamentares sobre a crise do setor na Bahia.
Sobre o Centro de Convenções da Bahia disse que o executivo estadual vai esperar a convocação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para se manifestar. "Estamos persistindo, junto com o governador Rui Costa, em soluções, que serão apresentadas quando ele achar pertinente", disse.
Meireles mostrou estudo realizado pela Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação, que registrou fechamento de 34.227 postos de trabalho na Bahia, uma queda de 58,14%, entre maio de 2015 e janeiro de 2017, período que compreende com o fechamento do Centro de Convenções.
"E em meio a este é cenário dantesco que se apresenta no Turismo da Bahia, e, como ficou muito claro, se acentua de forma mais aguda nos últimos dois anos, o que coincide, com o maior golpe sofrido pelo setor turístico, que foi o fechamento do Centro de Convenções, que, dado pela sua importância, e também pela novela que tem sido a sua reforma/desabamento/reconstrução, essa não era a explicação que merecíamos ouvir".
Sobre a queda de participação do setor no orçamento do Estado, o secretário José Alves lembrou a chamada transversalidade, que permite que obras sejam feitas com orçamentos de outras secretarias. "O nosso orçamento, por exemplo, era inchado por muitas coisas feitas por outras pastas", explicou.
Presente ao debate, o líder da oposição, deputado Leur Lomanto Júnior, reforçou que os números atuais são preocupantes.