Deputados pressionam para finalizar obras da transposição

O presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa, deputado Carlos Matos (PSDB), fez um apelo à bancada federal do estado para pressionar pela conclusão das obras do eixo norte da transposição do rio São Francisco, por onde a água chegará ao Ceará. Ele defendeu ainda a inclusão de mais 30 municípios cearenses na área do semiárido brasileiro e criticou a continuidade do funcionamento da termelétrica do Pecém

O presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa, deputado Carlos Matos (PSDB), fez um apelo à bancada federal do estado para pressionar pela conclusão das obras do eixo norte da transposição do rio São Francisco, por onde a água chegará ao Ceará. Ele defendeu ainda a inclusão de mais 30 municípios cearenses na área do semiárido brasileiro e criticou a continuidade do funcionamento da termelétrica do Pecém
O presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa, deputado Carlos Matos (PSDB), fez um apelo à bancada federal do estado para pressionar pela conclusão das obras do eixo norte da transposição do rio São Francisco, por onde a água chegará ao Ceará. Ele defendeu ainda a inclusão de mais 30 municípios cearenses na área do semiárido brasileiro e criticou a continuidade do funcionamento da termelétrica do Pecém (Foto: Rodrigo Rocha)

Ceará 247 - A Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa discutiu, na manhã desta segunda-feira (20), a crise hídrica no Ceará. O presidente do Colegiado, deputado Carlos Matos (PSDB), pediu o apoio da bancada federal do Estado para pressionar pela conclusão das obras do eixo norte da transposição do rio São Francisco, por onde a água chegará ao Ceará.

Além disso, o parlamentar defendeu a inclusão, na área do semiárido brasileiro, de mais 30 municípios cearenses. Eles foram excluídos da classificação por não haver estudos indicando pluviosidade abaixo de 800 mm anuais.

“A Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) já concluiu estudos sobre a pluviosidade dos últimos 30 anos em oito municípios que podem ser enquadrados imediatamente na zona do Semiárido, os qualificando a receber políticas públicas reservadas aos municípios com baixa pluviosidade”, informou Carlos Matos.

O deputado criticou ainda a continuidade do funcionamento da termelétrica do Pecém, mesmo quando a produção de energia do País está em bandeira verde. Para ele, o equipamento poderia sair de operação, o que economizaria 100 litros de água por segundo.  

Na avaliação do deputado federal Raimundo Matos (PSDB/CE), mesmo com a conclusão da transposição do rio São Francisco, a crise hídrica da região do semiárido persistirá. Por isso, ele defendeu a necessidade de avaliar a possibilidade de transposição do rio Tocantins. “Nós também precisamos assegurar a revitalização do São Francisco e pensar em um gerenciamento nacional dos recursos hídricos, como acontece na distribuição de energia elétrica”, comentou.

O deputado federal Paulo Henrique Lustosa (PP/CE) lembrou que a transposição do São Francisco foi idealizada apenas para assegurar o consumo humano e animal. Para ele, é importante também levar em conta abastecimento de água como fator de desenvolvimento econômico. “Nenhuma empresa irá se instalar no Pecém se não houver a garantia do abastecimento de água”, ressaltou.

Já o deputado federal Cabo Sabino (PR/CE) informou que em 2017 os deputados asseguram, por meio de emendas parlamentares, cerca de R$ 112 milhões para obras hídricas no Ceará. Ele antecipou que, até o início de abril, a licitação do restante da obra do eixo norte da transposição será concluída e as obras retomadas logo em seguida.

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