Dirceu alerta PSB sobre rompimento de aliança

O ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu (PT), alertou o PSB sobre os possíveis rompimentos que o partido pode ter com o PT em alguns estados nas eleições do próximo ano em função da potencial candidatura presidencial do givernador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o que resultará no rompimento da aliança histórica entre as legendas; segundo o ex-ministro, Eduardo Campos está em um caminho sem volta, ou seja, será candidato a presidente; “Basta abrir os jornais do dia para ver isso”

Dirceu alerta PSB sobre rompimento de aliança
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PE247 – O ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu (PT), alertou o PSB sobre os possíveis rompimentos que o partido pode ter com o PT em alguns estados nas eleições do próximo ano. Isso porque o petista já considera o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), candidato à Presidência em 2014 o que resultará no rompimento da aliança histórica entre as legendas.

“Temos que ver a implicação disso nos Estados. O PT e o PSB estão juntos em diversos Estados: tem o Piauí, o Ceará, Espírito Santo, por exemplo, e isso tem um impacto nesses Estados”, afirmou Dirceu, nesta quarta-feira (17), durante palestra na Câmara dos Vereadores de Olinda, Grande Recife.

Segundo o ex-ministro, que veio ao Estado palestrar sobre os dez anos do PT no Palácio do Planalto, Eduardo Campos está em um caminho sem volta, ou seja, será candidato a presidente. “Basta abrir os jornais do dia para ver isso”, acrescentou.

O gestor pernambucano ainda é aliado da presidente Dilma, mas, na prática, adota um discurso de candidato, contando, inclusive, com inserções partidárias, sob o mote de “É possível fazer mais” e criticando a política econômica do governo atual. Para Dirceu, o pessebista ainda não esclareceu a sua proposta, não apresentou um diferencial em relação à gestão petista.

“Ele está construindo uma nova proposta. Mas ainda não está muito claro que proposta é essa”, disse, de acordo com o Jornal do Commercio. “Em algum momento ele vai ter que fazer a opção dele. A nossa, nós já fizemos. Temos um projeto de país”, complementou.

Ainda durante a palestra, o ex-ministro, condenado a dez anos de prisão no caso do Mensalão, afirmou que a candidatura de Campos deve ser avaliada pelo PSDB, principal legenda de oposição ao PT, cujo pré-candidato para o pleito presidencial 2014 é o senador Aécio Neves (MG). “Aécio (Neves) tem um poder de atração muito forte no mesmo campo (político) que Eduardo. Considerando que, tradicionalmente, nós temos 45% dos votos no primeiro turno, vão se três ou quatro candidatos para disputar o resto”, declarou.

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