Djalma condena consórcio urbano no Jardim Bitânico
No entendimento do vereador oposicionista, parque será “totalmente destruído pela iniciativa privada” se a ideia do prefeito Paulo Garcia for implementada; proposta prevê construções de empreendimentos comerciais e residenciais nas imediações da área de preservação; para Djalma, trata-se de mais uma iniciativa que visa apenas “entregar Goiânia nas mãos do poder econômico para a exploração do espaço urbano e do meio ambiente”
Goiás247_ Projeto que cria a Operação Urbana Consorciada, o qual permite a iniciativa privada investir no Jardim Botânico com interesses em construções de empreendimentos comerciais e residenciais, sendo elaborado pelo Instituto Cidades, por meio de contrato com a Prefeitura de Goiânia, será alvo de representação no Ministério Público Estadual (MP-GO), com data ainda a ser agendada.
A medida será tomada pelo vereador Djalma Araújo (SDD) por entender que a proposta, de antemão, já fere a legislação municipal e a Constituição Federal, no artigo 225 que se refere a Política Nacional do Meio Ambiente, que estabelece: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
O vereador vai pedir ainda que o contrato com o Instituto Cidades seja investigado e a realização de audiências públicas para discutir o assunto. Para Djalma, “trata-se de mais uma proposta da prefeitura que visa apenas entregar Goiânia nas mãos do poder econômico para a exploração do espaço urbano e do meio ambiente.”
“O Jardim Botânico deve se tornar o maior e um dos mais belos parques ambientais da cidade e não ser adensado, como vai ocorrer com este projeto. Estarei mobilizando a Câmara para que vote contra este proposta inviável para a cidade,” aponta Araújo, que acrescenta: “Jardim Botânico será destruído pela iniciativa privada,” diz.