Do Facebook para a casa de Dilma em BH

Cerca de 300 manifestantes pedem presidenta que vete o Cdigo Florestal aprovado pela Cmara. A maioria era estudantes e pessoas ligadas ao meio ambiente, e foram convocados pelas redes sociais. Eles j marcaram o prximo encontro para sbado, e vo parar em frente casa onde a presidenta morou na capital mineira

Minas 247 - Cerca de 300 pessoas, a maioria estudantes e ligadas ao meio ambiente, participou de uma manifestação contra o Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada. Eles se encontraram na Praça Sete, no coração de Belo Horizonte, com um pedido à presidenta Dilma Rousseff: que ela vete o código, considerado por eles como lesiva ao patrimônio natural brasileiro.

A manifestação foi inteiramente convocada através das redes sociais, principalmente o Facebook. Na página do evento criada no site de relacionamentos, cerca de 2 mil pessoas haviam confirmado presença - o que, no entender dos participantes, mostrou o êxito da manifestação, já que mais do que 10% dos “confirmados” virtualmente compareceram.

O texto do Código aprovado na semana passada pelos deputados federais será examinado por Dilma nos próximos dias. A sessão terminou com 274 votos favoráveis ao texto do relator Paulo Piau (PMDB-MG) e 174 contrários. A vitória dos ruralistas foi interpretada como uma derrota do governo, já que a proposta do Senado, apoiada pelo Planalto, foi modificada.

O movimento pelo Veta Dilma não teve lideranças formais, como diz ao 247 o funcionário público estadual Eduardo Aguiar Ferreira, 48 anos (“Eu era o mais velho, a média era 18, 19 anos”, brinca ele). “Não temos nada contra os partidos nem os políticos, mas o movimento é tipicamente espontâneo, nascido nas redes sociais e sem um ‘cabeça’ para dirigi-lo”, diz Eduardo.

Ele e os demais manifestantes reconhecem que a tarefa é árdua. “Sabemos que é um pouco constrangedor um presidente da República vetar um projeto aprovado pelo Congresso”, diz o funcionário público. “Mas quando descobrimos que havia ainda uma chance, e ela estava na Dilma, resolvemos nos juntar para pressionar.”

A “pressão”, inclusive, promete ser até mais emocional no próximo sábado, quando os manifestantes devem voltar às ruas de BH. O ponto escolhido por eles é a Praça Afonso Arinos, também no centro da capital, perto da casa onde Dilma morou.

Segundo posicionamento publicado pelo Greenpeace, com a aprovação do texto do deputado Piau, a Câmara mostrou o que quer: o fim das florestas no Brasil. A organização ambiental defende que o texto aprovado dá anistia total e irrestrita a quem desmatou demais – mesmo aqueles que deveriam e têm capacidade de recuperar matas ao longo de rios, por exemplo – e ainda dá brecha para que mais desmatamentos ocorram no País.

Para a ONG, o novo Código Florestal é resultado de um processo que alijou a sociedade e vai contra o que o próprio governo desejava. “Com isso, avanços ambientais conquistados ao longo de décadas foram por água abaixo”. No texto, a ONG diz que se a presidente Dilma “não se mexer”, o futuro proporcionado ao País a partir da aprovação “será seu legado”.

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