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Do PSDB para o PT: em MG, Aécio é mais que Lula

Ao 247, o secretário de Governo de Minas, Danilo de Castro, um dos homens fortes do tucanato no estado, responde à provocação feita pelo presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes. O petista havia dito que a eleição de Patrus em BH “seria um passeio”. “Ele está míope”, diz Castro. “Aécio fará a diferença mais uma vez”

Do PSDB para o PT: em MG, Aécio é mais que Lula (Foto: Edição/247)
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Minas 247 - Depois da nova leva de pesquisas eleitorais em Belo Horizonte, o otimismo inverteu de lado na capital mineira. O PT, do candidato Patrus Ananias, esbanjava otimismo e falata até em “onda vermelha” em BH, depois que um levantamento divulgado pelo jornal Estado de Minas mostrou empate técnico na disputa com o prefeito Marcio Lacerda (PSB).

Dada as condições do candidato petista, o resultado surpreendia, já que Patrus apresentara-se com candidato há pouquíssimos dias - depois do repentino rompimento do PT com o PSB de Lacerda, no último dia de convenções partidárias.

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Agora, depois do levantamento feito pelos outros dois diários da cidade - o Hoje em Dia e O Tempo -, mas principalmente depois do último Datafolha, que apontou diferença de 17 pontos a favor de Lacerda, a confiança mudou de lado. “O Lacerda é favorito, e não apenas pelas pesquisas”, diz ao 247 o ex-deputado e atual secretário de Governo na gestão Antonio Anastasia, Danilo de Castro, um dos homens fortes do tucanato em Minas Gerais. “E digo isso não apenas pelas pesquisas, mas pelo histórico recente.”

O próprio Castro explica: “Em 2006 e 2010, mesmo com Lula forte e com muita popularidade, foi o apoio de Aécio Neves que garantiu os resultados eleitorais no estado”, afirma. Em 2006, de qualquer modo, o que o secretário estadual diz precisa ser relativizado, já que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também apoiou o candidato vencedor, Marcio Lacerda. Quanto a 2010, de fato, os números, pelo menos, dão razão a Castro: o PT, mesmo com Lula no palanque do seu ex-ministro Hélio Costa - apoiado pelos petistas -, foi derrotado no primeiro turno pelo candidato apadrinhado pelo senador tucano Aécio Neves.

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Danilo de Castro também respondia a uma afirmação - ou seria provocação?… - do deputado federal e presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes. À colunista do jornal O Tempo, Raquel Faria, Reginaldo afirmou que a vitória de Patrus “seria um passeio” em BH. Segundo ele, as pesquisas qualitativas feitas pelos petistas indicavam um cenário extremamente favorável ao partido. “Nas redes sociais, nas ruas, no partido, você pode ver: o Patrus está virando uma onda”, afirmou o deputado à jornalista de O Tempo.

Danilo de Castro, e não poderia ser diferente, pensa de outra forma. “O presidente do PT deve estar míope, ou então não quer enxergar”, afirma. “Em 2010, o Lula já era muito popular, mas não conseguiu passar isso para Belo Horizonte.”

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O secretário de Anastasia repete um dos mantras tucanos nesta campanha: o de que o mineiro não se deixaria influenciar por lideranças “exógenas”, ou seja, vindas de fora. Lula e Dilma, claro, se enquadrariam entre essas lideranças - sobre Dilma ser mineira, o próprio Aécio não se cansa de dizer que, embora natural de BH, a presidenta formou-se politicamente no Rio Grande do Sul.

O tema é polêmico. O cientista político, professor da PUC-Minas e sócio do Instituto Ver, Malco Camargos, reconhece que Aécio é um cabo eleitoral importante, mas não imbatível. Em entrevista ao blog Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azevenha, Malco lembra a eleição de 1992, quando o atual senador foi derrotado pelo próprio Patrus na eleição para a Prefeitura de BH. O contexto, cabe lembrar, era outro - o PT vinha em alta em um período marcado pelo impeachment do então presidente Fernando Collor, e Aécio não passava na época de um deputado federal com razoável potencial de votos.

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De qualquer modo, é impossível dar certezas absolutas neste momento na campanha deste ano na capital mineira. Aliás, apenas uma delas parece ganhar cada vez mais adeptos: o pleito deverá ser definido em turno único, pela ausência de outras candidaturas competitivas.

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