Dobram as falhas que prejudicam o Metrô – e o povo
Incidentes que prejudicaram circulação de trens saltaram de 1,51 por milhão de quilômetros percorridos, em 2010, para 3,31 no ano passado; na Zona Leste, com índice de 4,14 interferência, problema é maior
247 _ Os problemas de manutenção e renovação dos equipamentos do Metrô estão se fazendo notas, em prejuízo da população. Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, publicado na edição desta quinta-feira 28, mostra que os chamados "incidente notáveis", aqueles que provocam problemas no funcionamento de uma linha, duplicaram entre 2010 e 2012. O índice foi ainda maior nos trechos que servem à Zona Leste da capital, a mais populosa.
Contra 1,51 incidente notável a cada milhão de quilômetros percorridos em 2010 ocorreram, no ano passado, 3,31 ocorrência do mesmo tipo. Na Zona Leste, a mais populosa da capital, o índice foi ainda maior, de 4,14 interferências na Linha 3 – Vermelha, que liga Itaquera à Barra Funda. Esse tipo de interferência prejudica diretamente o funcionamento das linhas.
Na quarta-feira 28, um incidente deste tipo na Estação Bresser-Mooca afetou a circulação dos trens. Dias antes, na sexta 22, na mesma Estação, outro problema prejudicou a circulação dos trens no horário matinal de pico.
"O sufoco está aumentando", disse ao Estado o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino dos Santos Prazeres. "E por quê? Pela quantidade crescente de passageiros, o que acarreta o desgaste dos materiais e amplia os riscos de incidentes notáveis."
Em nota, o Metrô informou que, para atender à maior demanda, "se estruturou com a compra de novos trens, redução de intervalos e oferta de novas viagens". Fora isso, a empresa só alegou que os Serviços de Informação ao Cidadão, de onde a reportagem obteve os dados, "são transparentes".