Dodge vê Geddel, sub de Temer, como chefe de quadrilha

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal pedindo a manutenção da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima em regime fechado, pois "Geddel assumiu a posição de líder de uma organização criminosa"; para Dodge, a apreensão de R$ 51 milhões em apartamento do ex-ministro, indica a gravidade dos crimes cometidos pelo ex-ministro; a manutenção da prisão de Geddel causa apreensão no PMDB, pois sua delação premiada implicaria Michel Temer e toda a cúpula do PMDB

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal pedindo a manutenção da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima em regime fechado, pois "Geddel assumiu a posição de líder de uma organização criminosa"; para Dodge, a apreensão de R$ 51 milhões em apartamento do ex-ministro, indica a gravidade dos crimes cometidos pelo ex-ministro; a manutenção da prisão de Geddel causa apreensão no PMDB, pois sua delação premiada implicaria Michel Temer e toda a cúpula do PMDB
A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal pedindo a manutenção da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima em regime fechado, pois "Geddel assumiu a posição de líder de uma organização criminosa"; para Dodge, a apreensão de R$ 51 milhões em apartamento do ex-ministro, indica a gravidade dos crimes cometidos pelo ex-ministro; a manutenção da prisão de Geddel causa apreensão no PMDB, pois sua delação premiada implicaria Michel Temer e toda a cúpula do PMDB (Foto: Charles Nisz)

Bahia 247 - Para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o ex-ministro Geddel Vieira Lima "parece" ter assumido a posição de líder de uma organização criminosa. Para ela, a prisão preventiva do ex-ministro é "imprescindível" para a continuidade das investigações. Preso em julho por tentativa de obstrução de justiça, Geddel obteve a prisão domiciliar dias depois. Em 8 de setembro, o ex-ministro foi novamente preso preventivamente após a Polícia Federal encontrar o equivalente a R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador (BA), na operação Tesouro Perdido.

Para Raquel Dodge, Geddel "fez muito em pouco tempo". De acordo com a procuradora, a defesa de Geddel não tem razão quando afirma que a apreensão do dinheiro não justifica uma nova prisão. "Não há registro histórico no Brasil de apreensão maior de dinheiro e, ao que tudo indica, dinheiro público desviado e ocultado ilicitamente", escreveu Raquel. Segundo ela, o "valor monumental" indica a gravidade do crime.

"A elevada influência desta organização criminosa evidencia-se, aos olhos da nação, em seu poder financeiro: ocultou cinquenta e dois milhões de reais em um apartamento de terceiro, sem qualquer aparato de segurança, em malas que facilitaram seu transporte dissimulado. Este dinheiro seria apenas uma fração de um todo, ainda maior e de paradeiro ainda desconhecido", escreveu Dodge em seu parecer.

O pedido foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) após as defesas de Geddel e do advogado Gustavo Ferraz, suposto aliado do peemedebista, entrarem com pedido de liberdade. Fachin manteve Geddel preso, mas substituiu a preventiva de Ferraz por prisão domiciliar e pagamento de fiança. A prisão de Geddel gera a apreensão de uma delação premiada que implique Michel Temer e a cúpula do PMDB.

A procuradora-geral da República apontou que Ministério Público Federal e Polícia Federal chegaram ao apartamento a partir da afirmação do delator Lúcio Funaro de que entregou mais de R$ 11 milhões em espécie a Geddel, "que seriam dinheiro público". "Logo, a soma do dinheiro apreendido é muito superior às entregas de Funaro", escreveu Raquel, que defendeu em manifestação que as investigações sobre o ex-ministro precisam prosseguir. Para a PGR, Geddel poderia atrapalhar as investigações, se mantido em prisão domiciliar.

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