Dois distritos de Mariana devem ser tombados

A presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Mariana, Ana Cristina de Souza Maia, informou que o processo de tombamento dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, deve ser aberto na próxima semana. As localidades foram devastadas pelo rompimento da barragem de Fundão, que é considerado o maior desastre ambiental do Brasil; "O processo pode durar cerca de seis meses e neste período serão definidos os limites e o perímetro da área de tombamento e o grau de tombamento”, afirmou Ana Cristina; segundo ela, o processo de tombamento vai discutir se os distritos podem se tonar um museu ou um memorial, por exemplo

A presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Mariana, Ana Cristina de Souza Maia, informou que o processo de tombamento dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, deve ser aberto na próxima semana. As localidades foram devastadas pelo rompimento da barragem de Fundão, que é considerado o maior desastre ambiental do Brasil; "O processo pode durar cerca de seis meses e neste período serão definidos os limites e o perímetro da área de tombamento e o grau de tombamento”, afirmou Ana Cristina; segundo ela, o processo de tombamento vai discutir se os distritos podem se tonar um museu ou um memorial, por exemplo
A presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Mariana, Ana Cristina de Souza Maia, informou que o processo de tombamento dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, deve ser aberto na próxima semana. As localidades foram devastadas pelo rompimento da barragem de Fundão, que é considerado o maior desastre ambiental do Brasil; "O processo pode durar cerca de seis meses e neste período serão definidos os limites e o perímetro da área de tombamento e o grau de tombamento”, afirmou Ana Cristina; segundo ela, o processo de tombamento vai discutir se os distritos podem se tonar um museu ou um memorial, por exemplo (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 - A presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Mariana, Ana Cristina de Souza Maia, informou que o processo de tombamento dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, deve ser aberto na próxima semana. As localidades foram devastadas pelo rompimento da barragem de Fundão, que é considerado o maior desastre ambiental do Brasil. Segundo o Ibama, foram despejados cerca de 35 milhões de metros cúbicos de lama no meio ambiente, atingindo 1,5 mil hectares de vegetação ao longo de 77 quilômetros de rios. Os rejeitos chagaram ao litoral do Espírito Santo. Ao todo, 19 pessoas morreram.

“Na semana que vem, o conselho deve se reunir em uma extraordinária para determinar que o tombamento seja feito na esfera municipal. O processo pode durar cerca de seis meses e neste período serão definidos os limites e o perímetro da área de tombamento e o grau de tombamento”, afirmou Ana Cristina. 

Segundo ela, o processo de tombamento vai discutir se os distritos podem se tonar um museu ou um memorial, por exemplo. “Como você vai deixar um lugar que era um vilarejo do século 18 e que foi destruído por uma avalanche ser esquecido? Ele não pode ser esquecido. As pessoas têm uma história com aquele lugar e a ideia é preservar o vínculo dos moradores com Bento e Paracatu”, acrescentou, conforme o G1.

Uma audiência pública ouviu, nessa terça-feira (19), comunidades afetadas e discutiu a importância de resgatar a história dos vilarejos encobertos por lama. Representantes da prefeitura, do Ministério Público, de movimentos sociais e das comunidades se reuniram por cerca de quatro horas.

Resgatar o que ficou para trás é o desejo de José do Nascimento de Jesus, que morou em Bento Rodrigues por quase 35 anos e preside a associação de moradores. Ele apoia o tombamento.“Com o tombamento, a memória do Bento não vai cair nunca, vai ser eterna. Vai criar um jeito de a gente estar entrando lá, frequentando. Tudo que a gente construiu estava lá”, disse Zezinho do Bento. Ele diz sentir saudades da vida no vilarejo e, passados mais de quatro meses do desastre, ainda tem esperança de encontrar algum pertence que foi soterrado. Hoje, ele mora em um apartamento alugado pela mineradora.

O Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam) informou nessa terça-feira (19) que aplicou uma multa de R$ 112 milhões contra a Mineradora Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, pelos danos causados em consequência do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro do ano passado.

A mineradora tem 20 dias para apresentar recurso à Câmara Normativa do Copam. Se o recurso for negado, a Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais vai exigir o pagamento da multa que poderá ser feito em até 72 parcelas (leia mais aqui).

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