Dono de universidade vê ação de Cachoeira no MEC

Ernani de Paula, que foi prefeito de Anpolis e dono da So Marcos, diz que conselheiro que aprovou em 14 dias a faculdade de Demstenes e scio de Carlos Cachoeira o mesmo que fechou sua universidade; ao foi criminosa, diz ele

Dono de universidade vê ação de Cachoeira no MEC
Dono de universidade vê ação de Cachoeira no MEC (Foto: Montagem/247)
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247 – Ernani de Paula, ex-prefeito de Anápolis (GO), conheceu de perto a dupla Demóstenes Torres e Carlos Cachoeira. Sua ex-mulher foi suplente de Demóstenes e Cachoeira teria usado vídeos ilegais para apeá-lo da prefeitura. Ao 247, Ernani de Paula afirmou que Cachoeira e Demóstenes tramaram, juntos, a denúncia que deu origem ao mensalão, mostrando um ex-funcionário dos Correios, Maurício Marinho, recebendo uma propina de R$ 3 mil dentro da estatal.

Agora, Ernani de Paula, que foi cassado da prefeitura de Anápolis, segundo ele, por denúncias orquestradas por Cachoeira, diz que o bicheiro também está por trás da cassação do registro da Universidade São Marcos, em São Paulo, que é da sua família. “O mesmo conselheiro do MEC que, em 14 dias, deu o registro para uma faculdade do Demóstenes e do sócio do Cachoeira foi o que cassou o registro de uma instituição de ensino de 41 anos”, disse Ernani de Paula ao 247. “Foi uma ação orquestrada e criminosa”.

Neste sábado, uma marcha contra a corrupção em São Paulo reuniu 800 pessoas na Avenida Paulista. O protesto, maior, no entanto, não estava relacionado à corrupção do governo federal, mas sim ao fechamento da São Marcos, que tinha 2 mil alunos. É o caso da estudante Daniele Rebelo, que cursa Direito e aparece na foto acima. Ela, que já gastou R$ 20 mil em mensalidades, estaria agora transferindo seu curso para a Uniban. “Ver minha universidade fechar faltando um ano para a formatura foi terrível”, diz ela.

Ernani de Paula ataca o MEC e, ao mesmo tempo, a secretaria de Educação de São Paulo. Ele chegou a apresentar denúncia, acolhida pelo Ministério Público, contra o ex-ministro Paulo Renato de Souza, já falecido, por supostas fraudes no sistema que concede bolsas de estudo a alunos de universidades no estado de São Paulo. “Muitos alunos são fantasmas”, diz ele, que, enxerga, no sistema de ensino superior financiado pelo governo estadual, um biombo para arrecadação de recursos eleitorais.

Provável testemunha da CPI, por ter denunciado o esquema de Cachoeira e Demóstenes com a revista Veja, ele promete também apresentar provas do que diz em relação ao MEC.

 

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