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Doria demite indicados por vereadores que não apoiam privatizações

Diante dos sucessivos fracassos na aprovação de seu programa de privatizações, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), resolveu endurecer com os vereadores da base aliada; agora, a prefeitura já identificou lideranças na resistência às privatizações e começou a demitir pessoas indicadas por esses vereadores

O prefeito João Doria (Foto: Giuliana Miranda)

SP 247 - A gestão João Doria (PSDB) decidiu adotar postura mais dura com os vereadores da base aliada na Câmara Municipal. Nas últimas semanas, o governo desejava conseguir a aprovação do projeto de lei de privatização do Anhembi, mas todas as sessões foram derrubadas pelos parlamentares por falta de quórum. Nesta quinta-feira (30), novamente a sessão que decidiria a alienação do complexo foi derrubada pelos vereadores.

A prefeitura identificou no vereador Souza Santos (PRB) uma das lideranças da resistência à votação, ainda que ele faça parte da base aliada, que conta com cerca de 44 dos 55 membros da Câmara. Por isso, decidiu demitir nesta sexta-feira (1º) dois funcionários da prefeitura ligados a Souza Santos. São eles: Marcia Mendes, superintendente do serviço funerário; e Gilmar Souza Santos, secretário adjunto de Habitação e irmão do vereador.

Mário Corochel Neto, chefe de gabinete da prefeitura regional de Sapopemba, e Aguinaldo Firmino Junior, chefe de gabinete da prefeitura regional do Itaim Paulista, seriam próximos de outros vereadores do PRB, como Rinaldi Digilio, e também devem ser exonerados nos próximos dias.

As informações são de reportagem de Guilherme Seto na Folha de S.Paulo.