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Doria vai privatizar Bilhete Único em SP

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), vai repassar para a iniciativa privada a gestão financeira do Bilhete Único –sistema de cartão eletrônico usado para o pagamento de 94% das viagens nos ônibus; a medida faz parte de um amplo programa de privatização planejado por ele, com a justificativa de aliviar os cofres municipais; a gestão Doria ainda não tem estimativa de quanto vai arrecadar com a medida, mas a considera uma das mais importantes do plano, que contém uma lista inicial de 52 itens considerados privatizáveis; entre eles estão o autódromo de Interlagos (zona sul), o Anhembi (norte) e o estádio do Pacaembu (centro)

doria (Foto: Giuliana Miranda)

SP 247 - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), vai repassar para a iniciativa privada a gestão financeira do Bilhete Único –sistema de cartão eletrônico usado para o pagamento de 94% das viagens nos ônibus. A medida faz parte de um amplo programa de privatização planejado por ele, com a justificativa de aliviar os cofres municipais. A gestão Doria ainda não tem estimativa de quanto vai arrecadar com a medida, mas a considera uma das mais importantes do plano, que contém uma lista inicial de 52 itens considerados privatizáveis. Entre eles estão o autódromo de Interlagos (zona sul), o Anhembi (norte) e o estádio do Pacaembu (centro).

As informações são de reportagem de Rogerio Gentile e Rodrigo Russo na Folha de S.Paulo.

"A prefeitura avalia que, com a terceirização do Bilhete Único, deixará de gastar cerca de R$ 456 milhões por ano com o gerenciamento financeiro do serviço, hoje a cargo da SPTrans, empresa de economia mista que administra o transporte por ônibus.

Na prática, a futura responsável pelo sistema precisaria combater fraudes e repassar os valores arrecadados com a venda de créditos do cartão eletrônico para as empresas de ônibus.

O modelo de remuneração de quem passar a explorar o serviço ainda não está claro.

O grande ativo do Bilhete Único é a enorme base de clientes, que gira em torno de 5,6 milhões de passageiros e chega a movimentar em alguns dias mais de R$ 40 milhões.

A empresa que vencer a licitação poderá dar outras funções ao cartão eletrônico, como vale-refeição e pagamentos de débito e crédito. A expectativa de Doria é que bancos, operadoras de cartões e empresas de benefícios participem da concorrência."