“É o mensalão partidário”

Durante passagem pelo Recife, presidente nacional do DEM, senador Jos Agripino, compara os esquemas que levaram queda de ministros do Governo da presidente Dilma com a mesada paga ao mensalo de 2005

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Julliana Araújo_247 – Em visita ao Recife, o presidente nacional do DEM, o senador José Agripino, disparou críticas à forma de combate à corrupção do governo Dilma Roussef. Para ele, a queda de seis ministros e as denúncias recentes contra o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, fazem parte de uma série de equívocos letais de probidade da gestão petista. Em entrevista ao jornal Folha de Pernambuco, o democrata classificou os escândalos como o ‘mensalão partidário’. Na sua passagem pela capital pernambucana, Agripino discutiu a viabilidade de ações possam fortalecer o partido, que se enfraqueceu diante do surgimento do PSD.

“O que estamos vendo agora, com a queda destes ministros, é o mensalão partidário. No caso do ministro Orlando Silva, do PCdoB, aquele era um feudo de um partido político que ficou claramente demonstrado que, através da lavagem de dinheiro com ONG’s, se beneficiava a estrutura partidária. Então, evoluiu do benefício individual através do mensalão para o benefício coletivo partidário através de feudos entregues a ministros e a partidos políticos, que se usufruíam do ministério que vive de renda pública, de impostos pagos pelos brasileiros”, analisou o mandatário democrata.

De acordo com o senador, o processo de impunidade dos governos petistas teve inícion a primeira gestão de Lula, sem nenhuma mudança, nem punição para os acusados. “Os ministros que estão no Governo não são ministros de Dilma. São ministros que vieram do Governo passado. As estruturas do Governo do PT estão contaminadas pelo continuísmo. As pessoas entendem que o Estado pertence a eles e que eles podem fazer o uso que bem entenderem do Estado”, afirmou, completando: “Então, as pessoas que estão hoje, ou são ministros que participam de um esquema de Governo, de uma estrutura de Governo, que convive com a improbidade, ou são ministros que pecam pela contaminação dos males decorrentes do continuísmo”.

Para Agripino, o ministro Carlos Lupi chegou a por em questão a autoridade da presidente Dilma, ao dizer que só sairia do governo” à bala”. “Ele desafiou claramente a autoridade da presidente que é quem pode nomear e demitir”, afirmou.

Sobre os planos para o DEM para as eleições municipais de 2012, Agripino aposta as fichas nos “talentos” do partido. “O DEM guarda seus maiores talentos e, mais do que isso, guarda ideias exitosas. Com os líderes e com essas ideias eu acho que o DEM recuperará na eleição de 2012 até quadros que não tivemos. Nós não temos hoje nenhum prefeito de capital, e eu tenho certeza absoluta que faremos alguns prefeitos de capitais e de grandes cidades”, garantiu o senador.

 

 

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