EAS tem mais prazo para atender a Transpetro

Subsidiária da Petrobras pode prorrogar por mais 30 dias o cumprimento de exigências feitas ao Estaleiro Atlântico Sul; A meta estabelecida era que o EAs cumprisse todos os pré-requisitos até o próximo dia 30 de agosto

EAS tem mais prazo para atender a Transpetro
EAS tem mais prazo para atender a Transpetro (Foto: Petrobrás/Divulgação)

Leonardo Lucena_PE247 – O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) pode ganhar um novo prazo para a apresentação de um cronograma para os projetos de engenharia dos navios encomendados pela Transpetro, braço logístico da Petrobras. As informações dão conta de que a subsidiária pode prorrogar por mais 30 dias a entrega de tais exigências, cuja meta estabelecida era até o próximo dia 30 de agosto. Essas requisições referem-se a 16 petroleiros, cujos contratos somam R$ 5,3 bilhões. O novo prazo seria dado em função de detalhes do acordo da entrada de um novo parceiro tecnológico ainda estarem sendo fechados.

De acordo com a assessoria de imprensa da Transpetro,  não há novidades sobre o assunto. Porém, segundo informações do jornal Valor Econômico, a empresa está estudando a possibilidade de prorrogar o prazo por até um mês. Ao todo, o EAS se responsabiliza pela construção de 22 embarcações, num valor total de R$ 7 bilhões.

No primeiro semestre, o EAS passou por um período marcado por crises como a falta de mão de obra, dificuldades de natureza operacionais e a saída da empresa sul-coreana Samsung Heavy Industries (SHI), que tinha 6% de participação. Apesar da desistência,a Samsung garantiu apoio na construção dos seis primeiros navios. Dessa forma, a Transpetro fez algumas exigências ao empreendimento e que ainda não foram integralmente cumpridas.

A primeira era a reposição de um novo parceiro tecnológico, que foi apresentado no final de junho, sendo a empresa Ishikawajima-Harima Heavy Industries, com sede no Japão e controlada pelo grupo Mitsui. Outra foi a elaboração de um cronograma confiável para a entrega das embarcações, até porque o primeiro navio, o petroleiro João Cândido, foi entregue com quase dois anos de atraso. Por fim, outra exigência foi a entrega de um projeto de engenharia referente aos 16 petroleiros, atendendo aos requisitos técnicos da Transpetro.

O Pernambuco 247 tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do EAS, mas não teve êxito até a publicação desta matéria.

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