Economia gaúcha terá injeção de R$ 9 bi com 13°
O valor citado acima representa, aproximadamente, 10,5% a mais do que no ano passado; estima-se que 5,6 milhões de pessoas terão acesso ao 13° salário no estado, número que é aproximadamente 3% superior ao índice calculado em 2012
Nícolas Pasinato, Sul21 - Até o final de 2013 devem ser injetados na economia gaúcha cerca de R$ 9 bilhões em decorrência do pagamento do 13° salário. Estima-se que 5,6 milhões de pessoas terão acesso ao benefício no estado. Este número de pessoas no Rio Grande do Sul é aproximadamente 3% superior ao índice calculado em 2012. A previsão é de que mais 168 mil pessoas passarão a receber o benefício no estado. No ano passado, estimou-se que em torno de R$ 8,16 bilhões entrariam na economia em consequência do pagamento do 13°. O valor apurado neste ano (R$ 9 bilhões) é, portanto, aproximadamente 10,5% maior do que no ano anterior.
"Esse crescimento é puxado mais pelo aumento do salário mínimo e incremento no dissídio dos trabalhadores do que pelo maior número de beneficiários", explica a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Daniela Sand, que anunciou os dados relacionados ao pagamento do 13° salário no Brasil e no estado em coletiva de imprensa, na manhã desta segunda-feira (28). Do contingente de pessoas que receberá o décimo terceiro no estado, os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 57,1%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 42,9%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 2,3%.
Em relação aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados ficam com 67,0% (R$ 6,04 bilhões) e os beneficiários do INSS, com 26,0% (R$ 2,34 bilhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do estado do Regime Próprio caberão 6,9% (R$ 626,21 milhões) e aos empregados domésticos serão destinados 1,3% ou R$ 113,9 milhões. O Rio Grande do Sul registra valor médio para o rendimento de R$ 1,488,36.
De acordo com a economista, boa parte deste valor incrementado na economia é destinado para as compras de final de ano. Ele também costuma ser usado para pagamento de dívidas e tributos e ainda para uma reserva financeira. "Esse é o momento do trabalhador pensar em uma educação financeira e melhorar o orçamento e não só utilizar esse recurso para consumo", recomenda ela.
R$ 143 milhões devem ser injetados na economia brasileira
No país, serão injetados na economia até dezembro de 2013, a título de 13° salário, R$ 143 bilhões. Cerca de 82,3 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional de R$ 1.740, em média, segundo estimativas do Dieese.
O número de pessoas que receberá o 13° salário em 2013 é cerca de 2,9% superior na comparação com 2012. Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas passarão a receber o benefício. Para efeito de comparação com 2012, quando o Dieese estimou que cerca de R$ 131 bilhões entrariam na economia em consequência do pagamento do 13°, o valor apurado neste ano indica um crescimento da ordem de 9,8%.