HOME > Geral

Eduardo busca palanques dissidentes do PMDB

Depois de afirmar  que “dá pra fazer mais” do que o Governo Federal tem feito pelo País, o governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, vai realizar uma série de encontros com deputados e senadores do PMDB visando formar palanques dissidentes em pelo menos sete estados, onde os parlamentares estariam insatisfeitos com os rumos tomados pelo PMDB; Com a movimentação nos bastidores cada vez mais intensa e com os discursos subindo de tom a cada dia, resta saber quem será o primeiro a romper de uma vez os laços que unem o PSB e o PMDB

Eduardo busca palanques dissidentes do PMDB

Paulo Emílio _PE247 - As últimas declarações feitas pelo governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência da República em 2014 pelo PSB, Eduardo Campos, de que “dá pra fazer mais” do que o Governo Federal tem feito pelo País, se somam aos encontros que ele deverá ter nas próximas semanas com parlamentares do PMDB. Segundo o colunista Josias de Souza, Campos  quer discutir a formação de palanques estaduais onde deputados e senadores peemedebistas demonstram insatisfação com os rumos tomados pela sigla, fortalecendo assim os seus planos nacionais e dificultando as chances do PT em reeleger a presidente Dilma Rousseff.  

Segundo o colunista, as próximas semanas serão agitadas para o chefe do Executivo pernambucano. As reuniões serão feitas com 12 deputados e seis senadores. Entre os nomes figuras de peso como o senador Pedro Simon (RS), Jarbas Vasconcelos (PE), e outros como Waldimir Moka (RS), Ricardo Ferraço (ES), Luiz Henrique (SC) e Cassildo Maldaner (SC).

Já o encontro com os deputados envolve parlamentares de Pernambuco, Pará, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo. Fora do PMDB, Eduardo também devera encontrar-se, já nesta terça-feira (19) com Pedro Taques (MT) e Cristovam Buarque (DF), ambos do PDT.

Qual será o resultado do encontro é impossível prever, mas o fato é que o coro dos insatisfeitos com a forma de atuação e participação de suas respectivas legendas na base governista tem engrossado nos últimos tempos. Apesar de afirmar publicamente que 2014 somente deverá ser discutido em 2014, e após vencer 2013, o governador vem marcando  posições que o aproximam cada vez mais do pleito presidencial do próximo ano.

E o contra-ataque também já começou. A presidente Dilma, durante o discurso de posse dos novos ministros, falou sobre o valor da lealdade e emitiu um recado claro ao governador e ao PSB. “Não acredito que este país possa ser dirigido sem essa visão de compartilhamento e de coalização e agradeço ter tido pessoas que compartilharam este processo comigo e que, agora, se se separam  de nós, do governo, mas não se separam do projeto nem da trajetória do grupo”,  disse.

Com as movimentações nos bastidores cada vez mais intensas e os discursos cada vez mais afiados, resta saber quem arcará com o fato de ser o primeiro a anunciar um rompimento definitivo entre as legendas. Este é um ponto que, pelo menos no momento, ninguém parece querer assumir a responsabilidade.