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Eduardo está com discurso cada vez mais nacional

Com a versão oficial de monitorar o desempenho dos mais de 400 prefeitos eleitos pela legenda, o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, destacou a a Fundação João Mangabeira para realizar série de agendas regionais por todo o País a partir de abril, para dar visibilidade ao modelo de gestão socialista; “O mais importante é cumprir os compromissos assumidos com a população", disse

Eduardo está com discurso cada vez mais nacional (Foto: ELZA FIUZA AGENCIABRASIL-ABr)
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Paulo Emílio _PE247 - O ano mal começou e o PSB segue pisando forte visando as eleições de 2014.  Com a versão oficial de monitorar o desempenho dos mais de 400 prefeitos eleitos pela legenda, a Fundação João Mangabeira, vai realizar uma série de agendas regionais em todas as regiões do País a partir de abril. Se esta é a razão oficial, nos bastidores comenta-se que o objetivo é otimizar as administrações socialistas e identificar casos exitosos para servir de exemplo do modelo e da capacidade de gestão do PSB, fortalecendo o nome do governador de Pernambuco e presidente da sigla, Eduardo Campos, para uma possível disputa presidencial em 2014.

“A Fundação vai com técnicos especialistas para ir colhendo também o retorno de quem assumiu e está diante de desafios que a gente não tinha enxergado. Também para identificar experiências que possam servir de referências. Despachei com a direção da Fundação e eles vão fazer um circuito por todo o Brasil, disse Campos. Segundo ele, as “experiências de sucesso” envolvem as mais diversas administrações, sem nenhum tipo de partidarismo.

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Embora o discurso oficial seja de que o PSB continua firme ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), a movimentação de Campos na intenção de disputar o Planalto em 2013 vem emitindo sinais cada vez mais frequentes.  As últimas declarações dadas por ele se concentraram em assuntos de interesse nacional, como a construção de um novo pacto federativo, maior autonomia para estados e municípios e a descontração das receitas da União, desta vez, porém, o foco está na participação popular, um assunto caro ao PT.

“O mais importante é cumprir os compromissos assumidos com a população. Fazer o povo participar da gestão, ser transparente, fugir das práticas tradicionais, inovar na gestão pública e valorizar uma gestão eficiente em que o povo controle os recursos públicos”, disse. “Você pode estar gerindo bem na direção errada. É gerir bem na direção correta. Vencer o patrimonialismo, apostar no controle social e na participação popular”, completou.

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Com um discurso cada vez mais abrangente e com nítido teor nacional, Campos vem conseguindo ampliar espaços como uma possível alternativa política para 2014. Mas se a aposta inicial está centrada nas administrações municipais, resta aguardar a reação de partidos como o PT e o PMDB, dos quais o PSB é aliado em nível federal, que não vêm com bons olhos os passos dados pelo socialista em direção às eleições 2014.

 

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