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Edvaldo vê dificuldade em união do grupo sem Déda

Ex-prefeito de Aracaju diz que o governador Marcelo Déda "era o ponto de unidade" dos partidos que dão sustentação à atual administração estadual; " em torno dele convergiam todos os interesses, de todos os partidos, de todos os aliados. Déda sabia fazer com que todos estivessem ali, unidos", frisa; para Edvaldo, o governador Jackson Barreto é o responsável natural por esta tarefa, mas ressalta que "não é fácil" substituir Déda; "cada um de nós tem que colocar um tijolo nesse muro, com um pouco de cimento para sustentar essa aliança", completa

Ex-prefeito de Aracaju diz que o governador Marcelo Déda "era o ponto de unidade" dos partidos que dão sustentação à atual administração estadual; " em torno dele convergiam todos os interesses, de todos os partidos, de todos os aliados. Déda sabia fazer com que todos estivessem ali, unidos", frisa; para Edvaldo, o governador Jackson Barreto é o responsável natural por esta tarefa, mas ressalta que "não é fácil" substituir Déda; "cada um de nós tem que colocar um tijolo nesse muro, com um pouco de cimento para sustentar essa aliança", completa (Foto: Valter Lima)

Sergipe 247 - "Entendo que precisamos encarar os fatos, pois a vida continua e ela vai continuar a partir do momento em que tenhamos capacidade de nos unirmos. Nós temos que partir desse ponto (da unidade). Claro que, sem Marcelo Déda, a dificuldade dessa união vai aumentar muito. E digo isso porque ele era o ponto de unidade. Em torno de Déda convergiam todos os interesses, de todos os partidos, de todos os aliados. Déda sabia fazer com que todos estivessem ali, unidos. E fez isso em todas as eleições das quais participou dentro desse projeto. Ele era o catalisador. Não tem aquela proteína que catalisa? Era a partir de Déda que as coisas se unificavam".

A declaração é do ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PC do B), que sabe muito bem do que está falando. Foi vice de Déda durante os seis anos em que ele foi prefeito da capital. Assumiu o barco em seguida e se elegeu com o apoio incondicional do petista. Para Edvaldo, é preciso encontrar dentro do bloco aliado - atualmente formado pelo PT, PMDB, PC do B, PSB, PSD - "alguém que represente a figura de liderança que Déda exerceu na última década. Ele vê no governador Jackson Barreto o herdeiro natural desta função, mas frisa que não fácil "substituir" Déda. "Estou dizendo isso porque eu o sucedi na Prefeitura de Aracaju e sei como é difícil dado o seu brilhantismo", justifica.

Para Edvaldo, "cada um de nós tem que colocar um tijolo nesse muro, com um pouco de cimento para sustentar essa aliança que tanto fez por Sergipe e pelo seu povo ao longo dos últimos anos" "Esse é um desafio que está colocado e que precisa da união e do compromisso de todos. Foi a luta de Déda em diversos momentos da história e a sua militância que o tornaram essa liderança. Eu sempre estive junto, tanto como partido aliado quanto como amigo. Déda foi um dos maiores líderes dos últimos 30 anos. Era não só um líder local, mas um líder nacional. Todos constataram isso ao ver as referências que foram feitas a ele quando da sua partida pelo governo federal, pela ONU e por tantos outros segmentos. Era uma figura de prestígio e de muita força, um homem de oratória brilhante que tinha algo muito raro: o poder de tocar o coração das pessoas com as suas palavras. Então, todos nós que estamos nesse projeto temos um enorme desafio pela frente", afirmou. As declarações do ex-prefeito foram publicadas no Jornal da Cidade.