Efeito cascata da Lava Jato paira sobre polo naval

A suspensão dos repasses da Petrobras às empresas prestadoras de serviços começa a afetar o polo naval de Pernambuco; a Máquinas Piratininga, que há três meses anunciou investimento de R$ 6 milhões para a produção de módulos de exploração do pré-sal, dispensou 360 funcionários alegando não poder arcar com as obrigações trabalhistas; a empresa alega que a Alumini e a Fidens Engenharia não estariam repassando os recursos após a Petrobras ter suspendido o pagamento em decorrência da Lava Jato; o déficit chegaria a R$ 9 milhões

A suspensão dos repasses da Petrobras às empresas prestadoras de serviços começa a afetar o polo naval de Pernambuco; a Máquinas Piratininga, que há três meses anunciou investimento de R$ 6 milhões para a produção de módulos de exploração do pré-sal, dispensou 360 funcionários alegando não poder arcar com as obrigações trabalhistas; a empresa alega que a Alumini e a Fidens Engenharia não estariam repassando os recursos após a Petrobras ter suspendido o pagamento em decorrência da Lava Jato; o déficit chegaria a R$ 9 milhões
A suspensão dos repasses da Petrobras às empresas prestadoras de serviços começa a afetar o polo naval de Pernambuco; a Máquinas Piratininga, que há três meses anunciou investimento de R$ 6 milhões para a produção de módulos de exploração do pré-sal, dispensou 360 funcionários alegando não poder arcar com as obrigações trabalhistas; a empresa alega que a Alumini e a Fidens Engenharia não estariam repassando os recursos após a Petrobras ter suspendido o pagamento em decorrência da Lava Jato; o déficit chegaria a R$ 9 milhões (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - O efeito cascata desencadeado pela suspensão dos repasses da Petrobras às empresas prestadoras de serviços em Pernambuco começa a afetar o polo naval do Estado. Nesta linha, a Máquinas Piratininga, que a três meses anunciou investimentos de R$ 6 milhões voltados para a produção de módulos de exploração do pré-sal, dispensou 360 funcionários com a justificativa de não poder arcar com as obrigações trabalhistas. A empresa alega que a Alumini e a Fidens Engenharia não estariam repassando os recursos pelo fato da Petrobras ter suspendido o pagamento a estas empresas em decorrência da Operação Lava Jato da Polícia Federal. O déficit de caixa chegaria a R$ 9 milhões.

O diretor da Máquinas Piratininga, Pedro Rezaque, disse, em entrevista ao jornal folha de Pernambuco, esperar que o problema seja solucionado ainda esta semana e que, por enquanto, mesmo com a dispensa de pessoal os contratos para a construção dos módulos de exploração do pré-sal não serão prejudicados pelo fato o projeto ainda encontrar-se em fase de engenharia. E de outras empresas

Apesar disso, Rezaque ressaltou que caso o problema não seja solucionado rapidamente os contratos poderão ser prejudicados. "Seria extremamente prejudicial para o Estado perder o primeiro contrato de produção desse equipamento com uma empresa pernambucana", disse o executivo.

A Operação Lava Jato da Polícia Federal investiga denúncia de desvios e fraudes e corrupção na Petrobras, tendo como um dos focos centrais a implantação da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A Alumini e a Fidens prestam serviços a estatal por meio de diversos contratos junto a estatal. Funcionários das duas empresas já realizaram paralisações e protestos por conta dos atrasos nos pagamentos dos salários em decorrência do atraso nos repasses por parte da Petrobras.

 

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