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"Ela procurou privilegiar Rio e Espírito Santo"

Afirmativa é do presidente do PCdoB na Bahia, deputado Daniel Almeida, sobre o veto da presidente Dilma Rousseff à distribuição igualitária dos royalties do petróleo entre os estados; "Acho que não foi uma posição feliz da presidente Dilma"; baianos prometem fazer coro para que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), ponha a decisão em votação e pedem a derrubada do veto

"Ela procurou privilegiar Rio e Espírito Santo" (Foto: Divulgação)

Bahia 247

Continua a crescer a lista de parlamentares baianos insatisfeitos com o veto da presidente Dilma Rousseff à distribuição igualitária dos royalties do petróleo entre estados produtores e não produtores. Deputados estão em campanha para que o Congresso derrube o veto.

Para o líder da bancada baiana na Câmara e presidente do PCdoB na Bahia, deputado Daniel Almeida, "há grandes possibilidades de o veto ser derrubado". De acordo com publicação do Bahia Notícias, o comunista se baseia no fato de que os parlamentares poderão barrar a medida sem se indispor com a base governista. "O veto é votado nas duas casas com voto secreto".

Segundo ele, para que o Congresso barre o veto de Dilma, é necessário que dois terços dos 513 deputados, e a mesma proporção dos 81 senadores, votem contra a decisão do Palácio do Planalto.

A dificuldade apontada pelo site com base na entrevista de Daniel Almeida é 'sensibilizar' o presidente do Senado, o peemedebista José Sarney (PMDB-AP), a convocar uma sessão para que a matéria seja apreciada. "Tem veto esperando apreciação há mais de dez anos no Congresso", afirmou o comunista.

Ainda não há unanimidade entre a bancada baiana pela derrubada do veto, mas Daniel Almeida afirma que o bloco deve se unir a bancadas de outros estados para pedir a Sarney que convoque a sessão para votação do veto presidencial o mais breve possível.

Apesar de aliado ao governo de Dilma Rousseff, Almeida criticou o posicionamento da presidente. "Ela procurou privilegiar o interesse do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Acho que não foi uma posição feliz da presidente Dilma".

Da parte da oposição, também não falta insatisfação com a presidente. "Eu vejo com tristeza esse veto. É uma coisa ruim para as prefeituras da Bahia, que já estavam comemorando essa reforma tributária forçada", avalia o deputado Fábio Souto (DEM).

Contudo, o democrata considera legítimo o movimento capitaneado pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para que os royalties do petróleo continuassem concentrados nas mãos dos estados produtores, mas lamentou o fato de o governador Jaques Wagner "não ter lutado" para impedir o veto.

"Ele (Cabral) fez o papel dele. O governador da Bahia deveria ter feito o seu, que era lutar para que fosse mantida a proposta aprovada pela Câmara".

O tucano Antônio Imbassahy também clama pela união da bancada baiana a favor da derrubada do veto presidencial. "A minha posição é pela distribuição entre todos os estados e municípios e espero que o governador da Bahia lidere a bancada nesse sentido".