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“Eleição do PMDB não é entre Cunha e Dilma”

Para o deputado federal Marx Beltrão (PMDB-AL), na eleição para líder do PMDB, que ocorre na quarta-feira 17, inexiste uma disputa específica entre o presidente da Câmara e a presidente Dilma Rousseff; "Não tem um ser governo e o outro não. O Hugo (Motta) também é governista e o que existe é uma disputa pelo poder", afirma; Marx, que na última eleição votou no baiano Lúcio Vieira, já decidiu que vota para reeleger o atual líder, Leonardo Picciani

Para o deputado federal Marx Beltrão (PMDB-AL), na eleição para líder do PMDB, que ocorre na quarta-feira 17, inexiste uma disputa específica entre o presidente da Câmara e a presidente Dilma Rousseff; "Não tem um ser governo e o outro não. O Hugo (Motta) também é governista e o que existe é uma disputa pelo poder", afirma; Marx, que na última eleição votou no baiano Lúcio Vieira, já decidiu que vota para reeleger o atual líder, Leonardo Picciani (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - Maior bancada na Câmara, 67 deputados, o PMDB define nesta quarta-feira (17) o seu novo líder. Na disputa estão Leonardo Picciani (RJ), que tenta ser reconduzido, e Hugo Motta (PB). Para muita gente essa eleição significa um confronto entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-rj), que apóia Motta, e o governo Dilma, que apóia Picciani, e que será decisiva para enterrar ou ressuscitar a tese de impeachment.

Mas para o deputado federal alagoano Marx Beltrão (PMDB) – ligado ao senador Renan Calheiros (PMDB) – Inexiste uma disputa específica entre Cunha e o governo que, segundo ele, não está interferindo na eleição. "Há uma disputa interna de poder. Não tem um ser governo e o outro não. O Hugo também é governista e o que existe é uma disputa pelo poder", explica Beltrão.

O parlamentar, que na última eleição votou no baiano Lúcio Vieira, já optou pelo voto para reeleger o atual líder, de quem se aproximou na relação política. Marx Beltrão garante estar satisfeito com Leonardo Picciani porque este cumpre os acordos.

No entanto, Marx Beltrão minimiza a importância que tem sido dada a eleição para líder do partido, especialmente através da imprensa. De fato, o que se tem observado nos meios de comunicação é que o futuro de Dilma e de Cunha depende de quem será eleito, porém, Marx revela que "o Hugo também é governista".

"Não é o que o líder aponta que tem que ser feito. O papel do líder é unificar a bancada. Mas nenhum líder, nenhum partido consegue ter uma bancada unificada em um só propósito", afirma o deputado alagoano. Ele revela, ainda, que hoje é impossível dizer quem vai ganhar.

Pois bem, na próxima quarta, em votação secreta, o PMDB terá um novo líder. O ano será, de acordo com todos os sinais, difícil na economia e na política. A não ser que sejamos surpreendidos e seja construído um entendimento político para que as tensões sejam diminuídas no Congresso.

E como no Brasil o ano parece que só começa mesmo após o carnaval, é vida que segue com crise econômica, política e policial.