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Elias quer convocar Iris para que prefeito fale sobre desocupação

Com 15 assinaturas, o vereador Elias Vaz (PSB) entrou com um pedido de convocação do prefeito Iris Rezende, secretário municipal de Educação, Marcelo Costa, e comandante da Guarda Civil Metropolitana, Elton Ribeiro de Magalhães, para que estejam na Casa para esclarecer os atos que culminaram com a desocupação da sede da Secretaria; "O prefeito, seu secretário e o chefe da Guarda Civil estão obrigados a vir a esta Casa explicar sobre a forma violenta, truculenta e desproporcional utilizada pelo Executivo contra os professores. As imagens e relatos dos que estavam ali demonstram de forma cabal mostraram o total despreparo e desrespeito aos trabalhadores da educação", citou Elias

elias (Foto: José Barbacena)

Goiás 247 - Com 15 assinaturas, o vereador Elias Vaz (PSB) entrou na sessão de hoje (27) da Câmara com um pedido de convocação do prefeito Iris Rezende, secretário municipal de Educação, Marcelo Costa, e comandante da Guarda Civil Metropolitana, Elton Ribeiro de Magalhães, para que estejam na Casa para esclarecer os atos que culminaram com a desocupação da sede da Secretaria. A convocação consta da Lei Orgânica dos Municípios (LOM), artigo 64, inciso 17. Se aprovada pelo plenário, os convocados terão 15 dias úteis para comparecer à Câmara, após notificação.

"O prefeito, seu secretário e o chefe da Guarda Civil estão obrigados a vir a esta Casa explicar sobre a forma violenta, truculenta e desproporcional utilizada pelo Executivo contra os professores. As imagens e relatos dos que estavam ali demonstram de forma cabal mostraram o total despreparo e desrespeito aos trabalhadores da educação", citou Elias.

O vereador do PSB afirma que a Câmara não pode ficar omissa "diante desse absurdo, dessa violência inominável. Temos que exigir uma explicação plausível do senhor prefeito e secretário da Educação". O presidente Andrey Azeredo (PMDB) garantiu que o Paço está aberto às negociações. "O secretário me garantiu estar preocupado com a situação", frisou.

Jorge Kajuru (PRP), da tribuna, exibiu um vídeo sobre a invasão da secretaria pela Guarda. "Foi uma violência sem tamanho. Nove professores foram presos. A professora Solange Amaral levou um tiro. O pior de tudo é que não houve diálogo. O pior é que a Guarda confirmou que a ordem para a invasão partido do Paço, do senhor Iris Rezende", ponderou.

Cristina Lopes (PSDB) lembrou que "violência gera violência. O debate não pode ser sem conteúdo. Foram seres humanos agredidos. A Guarda tem de saber lidar com gente. Não se justifica uma atitude dessas. A responsabilidade tem CPF. É o senhor eleito pela população. O senhor Iris considera o servidor público com a carne podre, o câncer do sistema. Violência não vai resolver o problema. Sou favorável ao direito humano. Não sou favorável aos bandidos".

Paulo Magalhães (PSD) citou o fato de que "pessoas inocentes foram agredidas porque estavam ali defendendo seus direitos, contra os roubos na merenda escolar, melhoria nas condições de trabalho e salário justo. Receber um aumento de R$ 7,00 de aumento é um escárnio. O prefeito tirou até a gratificação dos garis".

A vereadora Sabrina Garcês (PMB), por sua vez, fez coro aos outros vereadores ao afirmar que os responsáveis pelas agressões aos professores teriam sidos o prefeito, secretário da Educação e o chefe da Guarda. . "Parece que o Paço não sabe o que é diálogo e que isso é uma exigência da democracia", completou.