Em dificuldades, Temer tenta estreitar laços com PSDB

O MDB estuda apoiar outro presidenciável, caso Michel Temer não aumente suas intenções de votos; mas teria de haver um acordo em São Paulo, onde o empresário Paulo Skaf retiraria sua postulação ao governo estadual, para a legenda caminhar com um candidato ao Planalto, podendo ser Geraldo Alckmin (PSDB); em contrapartida, o tucano defenderia o "legado" do governo Temer, o mais rejeitado desde a redemocratização

O MDB estuda apoiar outro presidenciável, caso Michel Temer não aumente suas intenções de votos; mas teria de haver um acordo em São Paulo, onde o empresário Paulo Skaf retiraria sua postulação ao governo estadual, para a legenda caminhar com um candidato ao Planalto, podendo ser Geraldo Alckmin (PSDB); em contrapartida, o tucano defenderia o "legado" do governo Temer, o mais rejeitado desde a redemocratização
O MDB estuda apoiar outro presidenciável, caso Michel Temer não aumente suas intenções de votos; mas teria de haver um acordo em São Paulo, onde o empresário Paulo Skaf retiraria sua postulação ao governo estadual, para a legenda caminhar com um candidato ao Planalto, podendo ser Geraldo Alckmin (PSDB); em contrapartida, o tucano defenderia o "legado" do governo Temer, o mais rejeitado desde a redemocratização (Foto: Leonardo Lucena)

SP 247 - Com o aval de Michel Temer, o MDB estuda apoiar outro pré-candidato à presidência da República, caso o emedebista não aumente suas intenções de votos. A decolagem de emedebista nas pesquisas é pouco provável basicamente por causa do alto índice de desemprego (12,6%, de acordo com dados divulgados no dia 29/03 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por meio da pesquisa Pnad Contínua), dos retrocessos em relação aos direitos sociais e dos trabalhadores e das denúncias contra ele (foram duas no ano passado, sendo uma por corrupção passiva e outra por organização criminosa e obstrução judicial).

A possibilidade de o MDB apoiar outro presidenciável passaria por uma acordo em São Paulo, que tem como representante do partido o empresário Paulo Skaf na disputa pelo governo estadual. O pré-candidato deixaria a sua postulação no estado, para a legenda caminhar com um candidato ao Planalto.

Uma eventual cabeça de chapa de uma coligação do MDB seria o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo o Estadão, pelo acordo, o tucano defenderia o legado do governo de Temer, o mais rejeitado desde a redemocratização. O emedebista também corre o risco de sofrer uma terceira denúncia por suposto favorecimento a empresas do setor portuário em troca de propina com o Decreto dos Portos, editado por ele no ano passado. Dois operadores de Temer se tornaram réu na Justiça do Distrito Federal no começo deste mês O juiz Marcos Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, aceitou denúncia contra nove pessoas por organização criminosa, entre elas integrantes do PMDB e dois operadores de Michel Temer: o coronel João Baptista de Lima Filho e o advogado José Yunes.

O acordo foi tratado na semana passado no 17.° Fórum Empresarial do Lide, evento que reuniu empresários de centro-direita no Recife. Em coletiva de imprensa, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que Alckmin terá de "assumir claramente suas posições". "Dependendo de quais forem elas, ele pode ser uma alternativa para o governo. Mas ninguém ganha em cima do muro", disse.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247