Em horário nobre da TV, CEO do Carrefour chama de "tragédia" a morte de João Alberto

"O que aconteceu na loja do Carrefour foi uma tragédia de dimensões incalculáveis, cuja extensão está além da minha compreensão como homem branco e privilegiado que sou", disse o CEO do Carrefour Brasil, Noel Prioux

(Foto: Reprodução)
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247 - Em pronunciamento divulgado na televisão aberta, o CEO do Carrefour Brasil, Noel Prioux, lamentou a morte de João Alberto Silveira Freitas, espancado até a morte por dois seguranças em uma unidade do supermercado em Porto Alegre (RS).

"O que aconteceu na loja do Carrefour foi uma tragédia de dimensões incalculáveis, cuja extensão está além da minha compreensão como homem branco e privilegiado que sou. Antes de tudo, meus sentimentos à família de João Alberto. E meu pedido de desculpas aos nossos clientes, à sociedade e a nossos colaboradores", disse Noel.

O CEO afirmou ainda que "se uma crise como essa está acontecendo conosco é porque temos a responsabilidade de mudar isso na sociedade". "A morte de João Alberto não pode passar em vão", acrescentou.

João Senise, vice-presidente de Recursos Humanos da companhia, que também participou do vídeo, tentou minimizar a questão racial afirmando que mais da metade dos funcionários do Carrefour Brasil são negros ou negras. 

"O que aconteceu em nossa loja não representa quem somos e nem os nossos valores. 57% dos nossos funcionários são negros e negras. E mais de um terço dos gestores se declaram pretos ou pardos. Mas não é o bastante. Precisamos de mais ações concretas e efetivas para maior promoção da diversidade", disse. 

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