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Empresários podem ter sonegado R$ 300 milhões

Dois empresários - Vinícius Silva e Jairo Cláudio Rodrigues - foram presos em Belo Horizonte, suspeitos de participar de um esquema de sonegação fiscal envolvendo empresas do ramo alimentício; a estimativa é que o esquema tenha desviado R$ 300 milhões; os suspeitos podem responder por sonegação fiscal, organização criminosa e lavagem de dinheiro

Dois empresários - Vinícius Silva e Jairo Cláudio Rodrigues - foram presos em Belo Horizonte, suspeitos de participar de um esquema de sonegação fiscal envolvendo empresas do ramo alimentício; a estimativa é que o esquema tenha desviado R$ 300 milhões; os suspeitos podem responder por sonegação fiscal, organização criminosa e lavagem de dinheiro (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - Dois empresários - Vinícius Silva e Jairo Cláudio Rodrigues - foram presos na manhã desta quinta-feira (30) em Belo Horizonte, suspeitos de participar de um esquema de sonegação fiscal envolvendo empresas do ramo alimentício. A estimativa é que o esquema tenha desviado R$ 300 milhões. O esquema foi desmantelado pela Operação "Dono do Mundo", que começou no fim de 2014 e tem participação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Receita Estadual e da Polícia Militar (PM).

Os suspeitos podem responder por sonegação fiscal, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, o esquema consistia na simulação de vendas, com a emissão de nota fiscal de um produto por parte de uma empresa para outra empresa em outro estado. Mas o produto nunca saiu de Minas Gerais. Na transação, o imposto que seria de 25% caía para 7%. Outro crime cometido era a venda de produtos sem nota fiscal.

O empresário Jairo Cláudio Rodrigues, dono do grupo empresarial Space Minas, é apontado como chefe do esquema fraudulento. Em depoimento em dezembro de 2014, ele negou envolvimento com crimes.

O empresário, Diego Silva é dono da Eco Mix Alimentos Ltda e, de acordo com o promotor Mário Higuchi, esta empresa "herdou" o esquema fraudulento que acontecia dentro da Space Minas, de propriedade de Jairo Rodrigues. A Receita Estadual informou que o faturamento da Eco Mix passou de R$ 14 milhões para R$ 49 milhões entre 2013 e 2014. Mas o pagamento do ICMS permaneceu quase perto de zero, neste período.

De acordo com o Ministério Público, as empresas de fachada usadas nas fraudes estão localizadas no Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro e em São Paulo. Nenhum representante das empresas ou advogados dos envolvidos foi localizado para comentar o caso.