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Empresas de ônibus reclamam de assaltos

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro), somente este ano foram registrados 400 assaltos. Segundo o presidente do Sindicato, Écio Ângelo, o principal problema é o número insuficiente de PMs em Alagoas.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro), somente este ano foram registrados 400 assaltos. Segundo o presidente do Sindicato, Écio Ângelo, o principal problema é o número insuficiente de PMs em Alagoas. (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - O número de assaltos só cresce em Alagoas e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro) lamenta os mais de 400 casos que aterrorizaram, desde o início do ano, motoristas, cobradores de ônibus e passageiros de todas as empresas que rodam na parte alta e baixa da capital. 

Segundo o presidente do Sindicato, Écio Ângelo, cerca de 40 assaltos vitimam rodoviários mensalmente e a empresa que mais “ostenta” abordagens criminosas é a São Francisco, cujos funcionários noticiaram junto ao 9º Distrito Policial (9º DP) cerca de 250 casos até o final de agosto; por mês, são três ou quatro assaltos.

“Nada melhorou quanto ao combate a assaltos dentro de coletivos e nos terminais, pois ainda é alto o índice de roubos e furtos. Mas o problema se deve ao baixo efetivo de policiais militares, causado pela indisponibilidade do governador em convocar os aprovados no último concurso público. O próprio comandante da PM já nos informou que não tem efetivo suficiente. Se eu pudesse fazer algo, faria; a sensação é de impotência”, argumentou o sindicalista. 

O presidente do sindicato frisou que “não vê necessidade de greve no momento”; apenas mobilizações a partir da elaboração de um calendário. Por sua vez, o Sinttro encaminhou, juntamente com outros sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), ofícios ao Ministério Público Estadual (MPE), para que os militares sejam chamados rapidamente. 

Quando questionado acerca do aumento no número de ônibus para o bairro Cidade Universitária pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), o presidente do Sindicato salientou que a falta de coletivos não será revertida enquanto a Prefeitura não implantar o corredor exclusivo. “Não adianta colocar mil ônibus se eles ficam parados nos pontos. Só resolverá o problema quando tivermos o corredor”.

Com gazetaweb.com