Engenheiro da Siemens contesta versão de lobista
Peter Andreas Gölitz, um dos seis executivos que denunciaram o cartel no sistema metroferroviário de São Paul, diz em depoimento à PF que nunca teve a acesso a relatórios da consultoria de Arthur Teixeira; ele foi indiciado por suspeita de ser o intermediário do suposto pagamento de propina a agentes públicos brasileiros no esquema
247 – Em depoimento à Polícia Federal, o engenheiro Peter Andreas Gölitz, funcionário da Siemens, contesta a consultoria que a multinacional teria contratado de Arthur Teixeira.
Apontado pelos investigadores como lobista do esquema e intermediário do suposto pagamento de propina a agentes públicos brasileiros, ele controla a Procint.
Gölitz, um dos seis executivos que denunciaram o cartel no sistema metroferroviário de São Paulo, afirmou não ter tido conhecimento de relatórios técnicos de consultoria da empresa de Teixeira, segundo o Estado de S. Paulo.
O empresário foi indiciado pela Polícia Federal brasileira a pedido do Ministério Público da Suíça.
Em depoimento dado à Polícia Federal, o ex-executivo Ronaldo Cavalieri, que trabalhou na empresa alemã Siemens durante 30 anos, disse que autorizou pagamentos a duas empresas de consultoria - a Procint e a Constech - ligadas a Arthur Teixeira e a Sergio Teixeira - este último morreu há dois anos. As duas empresas são apontadas nas investigações como sendo empresas que recebiam o dinheiro de propina do cartel.
O advogado Eduardo Carnelós, que defende o consultor, rebateu: "Me causa espécie que uma pessoa (Gölitz) que ocupou cargo tão elevado numa empresa multinacional demonstre desconhecer que a atividade de consultoria não se expressa necessariamente por meio de relatórios escritos" (Leia mais).