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Errático, Aécio agora cobre Lula de elogios

Senador e presidenciável tucano morde e assopra, repetindo os mais antigos cacoetes da política mineira; após dizer que Lula é "chefe de uma facção", volta atrás e afaga ex-presidente; "é absolutamente legítimo que ele peça votos para seus candidatos", disse Aécio, para quem tem "uma história belíssima"; com um passo a frente, outro atrás, desse jeito Aécio vai sair do lugar e conseguir chegar à presidência?

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247 - Com o senador Aécio Neves é assim: nunca se sabe exatamente se ele está falando o que pensa ou apenas repetindo os velhos cacoetes da política mineira de agradar ao interlocutor mais próximo com frases sob medida. Dias atrás, em palanque, no Recife, o ex-governador de Minas viu por bem vestir o figurino de anti-PT e deitou falação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de "chefe de facção" - leia aqui reportagem de 247 a respeito. Neste sábado, porém, como quem dá passos erráticos, ele procurou suavizar suas próprias palavras e, nesse gesto, acabou por tecer altos elogios ao mesmo Lula que havia criticado.

"Falei que ele opta por ser chefe de uma facção política. Não estou me referindo a nada além disso", afirmou Aécio, negando que havia feito referência ao comando, por Lula, de uma facção criminosa. "O ex-presidente da República é ex-presidente de todos os brasileiros. É absolutamente legítimo que peça votos para seus candidatos. Mas no momento em que ele vem para o palanque atacar pessoalmente o adversário, como exclusivista do sentimento de solidariedade com os mais pobres, não me parece a postura mais adequada a um ex-presidente da República", acrescentou o senador. 

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Sem se dar por satisfeito pelos primeiros elogios, o senador que tenta ser o candidato do PSDB à Presidência da República foi além e, na prática, instalou Lula num pedestal de ótimas referências. "Lula tem no mundo um prestígio extraordinário", afirmou o mineiro, dizendo-se "amigo" do ex-presidente. "Ele estará de forma ainda mais profunda no sentimento dos brasileiros se souber separar um pouco a disputa política das questões pessoais". "Quando ele vem fazer ataques pessoais, acho que não está à altura do que ele é, da história dele, que é uma história belíssima, tanto pessoal quanto política. Gostaria de vê-lo no papel de ex-presidente da República, rodando o mundo, representando o Brasil. Não há uma figura importante do mundo político que eu encontre que não pergunte pelo presidente Lula", declarou o ex-governador, referindo-se às críticas de Lula aos políticos tucanos.

Segundo o senador, o PT considera que ser derrotado em uma eleição é "um crime de lesa pátria" e o partido opta por ataques na iminência de uma derrota. "Certamente, a marca do PT é o que estamos vendo. Quando estão perdendo, a posição do PT é sempre de muita virulência, de muito ataque pessoal, como se derrotar o PT fosse um crime de lesa pátria", declarou.

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