Estado terá estiagem até janeiro de 2017
Enfrentando o quinto ano consecutivo de estiagem e com o fim da quadra chuvosa, o Ceará vive sérias dificuldades; até o momento a chuva está 30% abaixo da média e pouca precipitação ocorreu nas regiões onde estão os principais reservatórios; na Região do Cariri, por exemplo, este ano choveu176 milímetros, quando a média é de 622 milímetros; a soma da capacidade de todos os 153 açudes monitorados está em apenas 11%; Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) prevê para 2017 uma melhora na situação
Ceará 247 – Com o fim da quadra chuvosa no mês de junho, o Ceará enfrenta o quinto ano consecutivo de estiagem. E como a previsão é de que o período seco vai se estender até janeiro do ano que vem, a preocupação só aumenta por causa do baixo nível dos reservatórios.
Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), poucas chuvas ocorreram nas regiões onde estão os principais reservatórios. A situação mais grave foi registrada na Região do Cariri, onde esse ano choveu apenas 176 milímetros, quando a média é de 622 milímetros. Até o momento a chuva está 30% abaixo da média.
Outro problema é a soma da capacidade de todos os 153 açudes que são monitorados no Estado. Ela está em apenas 11%. A alternativa urgente tem sido a instalação de adutoras e a perfuração de poços para garantir água para a população. A Companhia de Recursos Hídricos (Cogerh) prevê, até o final de ano, a perfuração de 1.300.
A estiagem também afeta a economia. Muitos açudes são utilizados para a criação e comercialização de peixes. No açude do Castanhão, por exemplo, os produtores registram toneladas de perdas e aumento de suas dívidas.
Esperança
Se até ao final deste ano a situação permanecerá difícil, a Funceme prevê para 2017 uma maior quantidade de chuvas. É que o Ceará deixará de sofrer a influência do fenômeno el ninõ.