Etapa da UFC em BH vira dor de cabeça
Anunciado como um evento internacional importante para a capital mineira, a 147ª etapa do esporte que mais cresce no Brasil tem um problema atrás do outro. A contusão de Vitor Belfort, que não poderá mais lutar, é mais um a importunar o presidente da organização, Dana White
Minas 247 - A 147ª edição do Ultimate Fighting Championship (UFC), marcada para Belo Horizonte no fim de junho, no Mineirinho, a cada dia que passa vira uma dor de cabeça para os organizadores. Antes anunciado como um grande evento internacional importante para a capital mineira, o UFC 147 virou uma série de problemas: a revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen foi para Las Vegas; antes de chegar a BH, a etapa pulou de São Paulo para o Rio, com direito a reclamações do próprio Anderson Silva junto ao empresário Eike Batista, que organiza as etapas do UFC no Brasil; e nem a luta que substituiria o grande confronto entre Silva e Sonnen ocorrerá mais: Vitor Belfort fraturou a mão e não mais lutará com Wanderlei Silva.
Confira o texto de Vicente Ribeiro no blog Nocaute:
O UFC 147 foi encarado pelo Ultimate Fighting Championship como grande evento do ano da organização. Cercado de enorme expectativa, tinha como maior atração a revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen, valendo o cinturão dos pesos-médios. São Paulo era o local quase certo. Mas tudo não passou de pensamento. Uma série de problemas transformou a edição em uma dor de cabeça para a maior franquia de MMA do mundo.
O UFC 147 foi programado com um dos maiores cards da história, com grandes nomes. Além de Anderson Silva e Chael Sonnen, estava confirmado o confronto entre os dois treinadores do The Ultimate Fighter Brasil, Vitor Belfort e Wanderlei Silva, que fariam uma aguardada revanche depois de 14 anos – quando o carioca massacrou o adversário com nocaute fulminante. Outros combates cercados de expectativa seriam as finais do TUF nas categorias peso-médio e peso-pena.
Com a certeza de que Anderson Silva e Chael Sonnen se enfrentariam no Brasil, o UFC se mobilizou para levar o evento a São Paulo. O Pacaembu seria o local desejado. Mas a Lei do Silêncio em vigor na capital paulista impediu que a edição fosse realizada. Com isso, o Estádio João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro, foi a solução. O presidente da organização, Dana White, pensou grande e imaginou o maior UFC da história, com público acima de 60 mil. Só que tudo não passou de um sonho.
Um conflito de datas com a Rio + 20, conferência ambiental da ONU, com a presença de líderes mundiais e chefes de Estado no Rio de Janeiro, levou o UFC a transferir a edição 147 para o Mineirinho, em BH. Mas sem a luta principal, Anderson x Sonnen, que passou para a milionária Las Vegas. O público mineiro teria, então, como grande atração o duelo Vitor Belfort x Wanderlei Silva.
Porém, outro problema de última hora surgiu para prejudicar a organização do evento. Vitor Belfort fraturou a mão em um treino e teve a presença no Mineirinho descartada. Mais uma dor de cabeça para Dana White resolver, já que o UFC 147 tinha a importância por ser a final do The Ultimate Fighter Brasil, algo que a franquia tratou como prioridade este ano no país. Wanderlei Silva está confirmado. Mas e o adversário? Acostumado a esse tipo de situação – como ele mesmo confidenciou a jornalistas – Dana terá pouco tempo para a escolha. E o desafio de não decepcionar o público mineiro.
O UFC já tinha até lançado o vídeo de divulgação da edição 147, com imagens da batalha entre Vitor Belfort e Wanderlei Silva, em 1998, em São Paulo.