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Ex-aliado, Clécio agora quer impeachment de Paulo

Inimigo declarado, peemedebista vê ilegalidade, passível de impedimento, na proposta de venda de áreas públicas pelo prefeito, matéria aprovada na convocação extra de janeiro; a contradição do vereador é que a Câmara, sob seu comando, já havia autorizado a desafetação das mesmas áreas em 2014 e, na ocasião, ele não apontou qualquer irregularidade; coube ao Judiciário impedir a negociação dos terrenos; Clécio insurgiu-se contra Paulo Garcia após faxina eliminar a base peemedebista na Comurg

Inimigo declarado, peemedebista vê ilegalidade, passível de impedimento, na proposta de venda de áreas públicas pelo prefeito, matéria aprovada na convocação extra de janeiro; a contradição do vereador é que a Câmara, sob seu comando, já havia autorizado a desafetação das mesmas áreas em 2014 e, na ocasião, ele não apontou qualquer irregularidade; coube ao Judiciário impedir a negociação dos terrenos; Clécio insurgiu-se contra Paulo Garcia após faxina eliminar a base peemedebista na Comurg (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - Antes aliado de primeira hora de Paulo Garcia, condição que o levou à presidência da Câmara Municipal de Goiânia no biênio 2013-2014, o peemedebista Clécio Alves insurge-se contra o prefeito petista. Na declaração mais agressiva desde o rompimento de PMDB e PT, o vereador sugere que Garcia pode ser alvo de um processo de impeachment.

 “Administrar criando imposto e aumentando taxas é o pior modelo do mundo. Ninguém aceita isso. Inclusive, já tem pessoas preparando pedido de impeachment”, declarou o peemedebista, segundo noticia a jornalista Márcia Abreu na Coluna Giro, do jornal O Popular, nesta segunda-feira (1º).

A coluna indica a razão do descontentamento de Clécio com o ex-aliado, embora o vereador negue a relação: demissões de servidores comissionados, indicados por ele, especialmente na Comurg. A empresa de limpeza urbana vem promovendo uma faxina na folha à custa da exoneração da base peemedebista instalada na empresa.

O mais inusitado da situação é o motivo relacionado por Clécio Alves para justificar a abertura do processo de impeachment. Ao citar suposta ilegalidade na venda de áreas públicas para o pagamento de dívida da prefeitura com o Instituto de Previdência do Servidor Municipal, Clécio cai em contradição.

As mesmas áreas que a prefeitura pretende desafetar já foram objeto de análise e aprovação pela Câmara, justamente durante a gestão de Clécio, em 2014. As áreas só não foram vendidas pelo Paço por impedimento judicial, após ação proposta pelo sempre oposicionista Elias Vaz (PSB).