Ex-diretor da Andrade e da Codemig é alvo de processo em Poços de Caldas

MP-MG investiga um suposto superfaturamento de R$ 5 milhões em obra pública no município do Sul de Minas, e tem como alvo o ex-diretor de Obras da Codemig Luiz Augusto de Barros; ele está sendo processado, junto com Oswaldo Borges da Costa Filho, o Oswaldinho, delatado por executivos da Odebrecht na Lava Jato e citado como auxiliar do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando o parlamentar governava o estado; a Codemig também financiou a sede do governo mineiro, na gestão tucana; anunciada por R$ 948 milhões, a obra custou mais de R$ 2 bi

MP-MG investiga um suposto superfaturamento de R$ 5 milhões em obra pública no município do Sul de Minas, e tem como alvo o ex-diretor de Obras da Codemig Luiz Augusto de Barros; ele está sendo processado, junto com Oswaldo Borges da Costa Filho, o Oswaldinho, delatado por executivos da Odebrecht na Lava Jato e citado como auxiliar do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando o parlamentar governava o estado; a Codemig também financiou a sede do governo mineiro, na gestão tucana; anunciada por R$ 948 milhões, a obra custou mais de R$ 2 bi
MP-MG investiga um suposto superfaturamento de R$ 5 milhões em obra pública no município do Sul de Minas, e tem como alvo o ex-diretor de Obras da Codemig Luiz Augusto de Barros; ele está sendo processado, junto com Oswaldo Borges da Costa Filho, o Oswaldinho, delatado por executivos da Odebrecht na Lava Jato e citado como auxiliar do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando o parlamentar governava o estado; a Codemig também financiou a sede do governo mineiro, na gestão tucana; anunciada por R$ 948 milhões, a obra custou mais de R$ 2 bi (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga um suposto de superfaturamento em obra pública no município de Poço de Caldas, no Sul do estado, e tem como alvo o ex-diretor de Obras da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) Luiz Augusto de Barros. Ele está sendo processado, junto com Oswaldo Borges da Costa Filho, o Oswaldinho, por suspeita de pagamento acima do preço da reforma das Thermas Antônio Carlos, na cidade.

Oswaldinho foi delatado por executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato e foi citado como auxiliar do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando o tucano governava o estado, em um suposto esquema de cobrança de propina nas obras da Cidade Administrativa. O parlamentar nega. 

Aberto há dois anos, o inquérito sobre as obras de Poços de Caldas investiga o contrato da Codemig com a construtora Perfil Engenharia, vencedora da licitação aberta em 2011. O valor da reforma nas thermas seria de R$ 10 milhões, com previsão para durar dois anos. Mas o custo da obra aumentou para R$ 15 milhões, 50% a mais que o valor original. 

A Codemig também financiou os mais de R$ 1,2 bilhão gastos na construção da sede do governo mineiro. Anunciada por R$ 948 milhões em 2007, a obra foi inaugurada em 4 de março de 2010 com pelo menos 15 aditivos, tendo custado R$ 2,1 bilhões, segundo divulgou à época a assessoria de imprensa de Aécio, então governador do estado.

Bidu e a Andrade Gutierrez

O ex-diretor da Codemig Luiz Augusto Barros começou a sua carreira na Andrade Gutierrez, tendo sido diretor da empreiteira durante 25 anos. Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro convocaram ele para depor em 11 de março de 2016 com o objetivo de ajudar nas investigações do órgão sobre um esquema criminoso nas obras da usina de Angra 3, executada pela Eletronuclear.

Barros foi testemunha de defesa de Rogério Nora de Sá, um dos diretores da construtora denunciados por lavagem de dinheiro, corrupção, pagamento de propina, entre outros crimes. Bidu afirmou ser amigo de Nora, tendo-o conhecido na construtora em 1975.

“Nos conhecemos quando fui responsável pela grande obra da Ferrovia do Aço, em Itabirito. Eu era responsável pelos viadutos e ele era um dos engenheiros responsáveis pela construção dos túneis da ferrovia. Diria que é um profissional de altíssima competência”, disse. Os relatos foram publicados no jornal O Tempo.

Bidu afirmou desconhecer qualquer irregularidades cometida por Nora. “O conceito que tenho dele é de uma pessoa de conduta ilibada, seja do ponto de vista profissional, seja do ponto de vista como amigo, seja do ponto de vista como chefe de família, como cidadão, sempre um elevadíssimo conceito”, acrescentou.

Meses depois, Nora e outros executivos da Andrade Gutierrez assinaram termo de colaboração premiada, e revelaram os detalhes do esquema criminoso que beneficiou vários políticos, entre eles o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB).

Em setembro do ano passado, Nora foi condenado a 17 anos de prisão, cumprindo 18 meses em regime semiaberto. O ex-executivo pode ser novamente convocado para complementar a colaboração por supostos esquemas de corrupção em obras de outros Estados, delatados pela Odebrecht.

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