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Ex-governador de Alagoas Teotônio Vilela é alvo da PF

Polícia Federal deflagra nesta manhã a operação Caribdis, para apurar fraudes nos lotes de números 3 e 4 das obras do Canal do Sertão, licitados pelo governo de Alagoas nos anos de 2009 e 2014; entre os investigados, está o ex-governador Teotônio Vilela Filho, do PSDB; relatórios do TCU também apontam sobrepreço em contrato firmado entre o executivo estadual e a Odebrecht no montante de R$ 33,9 milhões; teria havido um acordo ainda para a divisão dos lotes da obra com a construtora OAS

Polícia Federal deflagra nesta manhã a operação Caribdis, para apurar fraudes nos lotes de números 3 e 4 das obras do Canal do Sertão, licitados pelo governo de Alagoas nos anos de 2009 e 2014; entre os investigados, está o ex-governador Teotônio Vilela Filho, do PSDB; relatórios do TCU também apontam sobrepreço em contrato firmado entre o executivo estadual e a Odebrecht no montante de R$ 33,9 milhões; teria havido um acordo ainda para a divisão dos lotes da obra com a construtora OAS (Foto: Leonardo Lucena)

Alagoas 247 - A Superintendência Regional da Polícia Federal em Alagoas realiza na manhã desta quinta-feira (30) a operação Caribdis para apurar supostas fraudes nos lotes de números 3 e 4 das obras do Canal do Sertão, licitados pelo governo de Alagoas nos anos de 2009 e 2014.

Entre os investigados, estão o ex-governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) e o secretário de Infraestrutura do Estado à época, Marco Fireman. Pessoas ligadas às empreiteiras Odebrecht e OAS também são alvos da PF. 

O objetivo da corporação é apurar a suposta prática dos crimes de fraude em licitação, lavagem de dinheiro, desvio de dinheiro público, (peculato), corrupção e organização criminosa – todos relacionados ao Canal do Sertão.

Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) também apontaram sobrepreço em contrato firmado entre o executivo estadual e a Odebrecht no montante de R$ 33.931.699,46. A obra tem como finalidade minimizar os efeitos da seca e promover o desenvolvimento socioeconômico das regiões do semiárido. A obra está inserida no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

Segundo as investigações, houve acordo para a divisão dos lotes da obra com a construtora OAS. Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Maceió e Região Metropolitana, em Salvador (BA), em Limeira (SP) e em Brasília.