Ex-presidente da Siemens nega corrupção

Adilson Primo, que comandou a companhia de 2001 a 2011, disse ao MP que não estava ciente de supostas práticas ilegais delatadas pela nova diretoria da companhia alemã ao Cade, praticadas em licitações de trem e metrô em governos tucanos desde a gestão de Mario Covas. Segundo denúncia dos executivos, o acordo entre empresas para a realização de obras no transporte sobre trilhos em São Paulo incluía propina a políticos do PSDB

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247 - O ex-presidente da Siemens Adilson Primo alegou em depoimento ao Ministério Público que não estava ciente de supostas práticas ilegais delatadas pela nova diretoria da companhia alemã ao Cade.

Primo comandou a Siemens no Brasil de 2001 a 2011 e foi demitido sob a alegação de que tinha movimentado conta bancária no exterior sob investigação de autoridades do Brasil e de Luxemburgo. Atualmente ele é secretário municipal na cidade mineira de Itajubá.

Ele teria dito ao MP que contratos de consultoria com empresas suspeitas de serem intermediárias de pagamento de propinas a agentes públicos passaram por auditoria interna e nenhuma ilegalidade foi constatada. As informações são da Folha.

A multinacional alemã deu início às denúncias por meio de um acordo de leniência com a Justiça, que não permite a punição a seus executivos. Segundo informações de executivos, o acordo entre empresas para a realização de obras no transporte sobre trilhos em São Paulo incluía propina a políticos do PSDB. O caso aconteceu durante os governos tucanos de Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, sendo que o último foi citado no e-mail de um executivo da empresa como tendo proposto um acordo em uma licitação da CPTM que previa a compra de 40 novos trens. Serra nega as acusações.

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