Exército encerra caso de capitão infiltrado e contradiz versão de comandante-geral

De acordo com as conclusões da corporação, o capitão Willian Pina Botelho, infiltrado em um grupo de 21 manifestantes detidos em setembro do ano passado antes de um protesto Fora Temer em São Paulo, estava, de fato, em "atividade de observação de inteligência" naquele dia, mas, "não há registro" de que aquela atividade foi realizada em conjunto com a Polícia Militar; em outubro, o general Eduardo Villas Bôas disse que a ação teve "absoluta interação" com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo 

De acordo com as conclusões da corporação, o capitão Willian Pina Botelho, infiltrado em um grupo de 21 manifestantes detidos em setembro do ano passado antes de um protesto Fora Temer em São Paulo, estava, de fato, em "atividade de observação de inteligência" naquele dia, mas, "não há registro" de que aquela atividade foi realizada em conjunto com a Polícia Militar; em outubro, o general Eduardo Villas Bôas disse que a ação teve "absoluta interação" com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo 
De acordo com as conclusões da corporação, o capitão Willian Pina Botelho, infiltrado em um grupo de 21 manifestantes detidos em setembro do ano passado antes de um protesto Fora Temer em São Paulo, estava, de fato, em "atividade de observação de inteligência" naquele dia, mas, "não há registro" de que aquela atividade foi realizada em conjunto com a Polícia Militar; em outubro, o general Eduardo Villas Bôas disse que a ação teve "absoluta interação" com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo  (Foto: Aquiles Lins)

247 - O Exército Brasileiro contradisse seu próprio comandante-geral ao concluir a sindicância aberta para apurar o caso do capitão Willian Pina Botelho, infiltrado em um grupo de 21 manifestantes detidos em setembro do ano passado antes de um protesto Fora Temer em São Paulo.

De acordo com as conclusões da corporação, o capitão estava, de fato, em "atividade de observação de inteligência" naquele dia, mas, "não há registro" de que aquela atividade foi realizada em conjunto com a Polícia Militar.

O Exército também nega a participação do capitão nas detenções dos manifestantes, "sendo esta de exclusiva decisão da Polícia Militar do Estado de São Paulo".

As informações são do jornal El País

Em outubro do ano passado, Eduardo da Costa Villas Bôas, comandante-geral do Exército, havia dito que houve "absoluta interação" com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para a operação daquele dia. "Houve, houve, houve uma absoluta interação com o Governo do Estado", disse.

Já a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo seguiu negando uma possível operação em conjunto com o Exército naquele dia 04 de setembro, quando os 21 manifestantes foram detidos poucas horas antes e a alguns quilômetros de distância de onde ocorreria uma manifestação contra o presidente Michel Temer. 

O capitão Willian Pina Botelho, que se apresentava como Balta Nunes, estava infiltrado no grupo dos detidos. Ele foi o único a não ser levado para a delegacia naquele dia. O Exército afirmou então que abriria uma sindicância para apurar o fato. As conclusões que aparecem agora indicam que Botelho estava em atividade de inteligência naquele dia devido à passagem da tocha Paralímpica pela cidade de São Paulo. Como já havia feito antes, por meio da assessoria de imprensa, o Exército evocou a Garantia de Lei e da Ordem (GLO) para justificar a legalidade da ação de Botelho.

Na época, o fato de um capitão do Exército infiltrado entre manifestantes de oposição ao Governo Temer levantou um alerta entre ativistas e entidades. Além da sindicância aberta pelo Exército, o Ministério Público Federal e o de São Paulo abriram investigações distintas. 

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