Exército promete apurar ação de agente secreto entre jovens

Denúncias de que o capitão de inteligência do Exército Willian Pina Botelho tentava se aproximar de manifestantes e movimentos sociais com uma identidade falsa pelo aplicativo de paquera Tinder e pelas redes sociais serão investigadas pelo Exército; no domingo passado (4), quando ele foi preso com 21 jovens pela Polícia Militar em São Paulo antes de um ato contra Temer, sua identidade foi revelada na internet; no Tinder, o agente aparece com o nome Baltazar Nunes, o Balta; a controversa prisão do grupo de manifestantes, considerada ilegal pela Justiça 24 horas depois, foi motivada por uma denúncia anônima; “Com relação aos fatos questionados, as circunstâncias estão sendo apuradas”, informou o Exército

www.brasil247.com - Denúncias de que o capitão de inteligência do Exército Willian Pina Botelho tentava se aproximar de manifestantes e movimentos sociais com uma identidade falsa pelo aplicativo de paquera Tinder e pelas redes sociais serão investigadas pelo Exército; no domingo passado (4), quando ele foi preso com 21 jovens pela Polícia Militar em São Paulo antes de um ato contra Temer, sua identidade foi revelada na internet; no Tinder, o agente aparece com o nome Baltazar Nunes, o Balta; a controversa prisão do grupo de manifestantes, considerada ilegal pela Justiça 24 horas depois, foi motivada por uma denúncia anônima; “Com relação aos fatos questionados, as circunstâncias estão sendo apuradas”, informou o Exército
Denúncias de que o capitão de inteligência do Exército Willian Pina Botelho tentava se aproximar de manifestantes e movimentos sociais com uma identidade falsa pelo aplicativo de paquera Tinder e pelas redes sociais serão investigadas pelo Exército; no domingo passado (4), quando ele foi preso com 21 jovens pela Polícia Militar em São Paulo antes de um ato contra Temer, sua identidade foi revelada na internet; no Tinder, o agente aparece com o nome Baltazar Nunes, o Balta; a controversa prisão do grupo de manifestantes, considerada ilegal pela Justiça 24 horas depois, foi motivada por uma denúncia anônima; “Com relação aos fatos questionados, as circunstâncias estão sendo apuradas”, informou o Exército (Foto: Gisele Federicce)


SP 247 – O Exército informou que irá apurar as circunstâncias da provável infiltração de um capitão da inteligência em movimentos sociais e grupos de manifestantes de esquerda, revelada nesta semana após a prisão controversa de um grupo de 21 jovens pela Polícia Militar em São Paulo antes de um ato contra Temer no domingo passado.

O site ‘Ponte Jornalismo’, especializado em direitos humanos, Justiça e segurança pública, divulgou inicialmente a suspeita em relação a um homem que se identificava no aplicativo de paquera Tinder e nas redes sociais como Baltazar Nunes, o Balta, de 37 anos. A identidade dele foi revelada após confirmação de pessoas diferentes: era o capitão de inteligência do Exército Willian Pina Botelho.

No último domingo 4, quando ele foi preso com os jovens manifestantes, em uma ação considerada ilegal pela Justiça de São Paulo 24 horas depois, quando o grupo foi solto, o agente levantou suspeitas dos manifestantes. Ao Jornal Nacional, um dos manifestantes, que não quis ser identificado, disse que os jovens foram encaminhados para uma delegacia, mas que Balta não foi levado como eles.

“A gente foi enviado direto para o Deic, e quando a gente entrou no camburão, o Balta não foi junto. E aí, no chat que a gente tinha ali no Whatsapp, ele falou que o estavam mandando para tal DP porque estava com documento falso, que não sei o quê... Meio que morreu o contato. Ele insistiu um pouco na ideia e a gente achou suspeito. Como assim só ele vai para outro DP porque estava com documento falso?”, contou.

O nome do capitão do Exército não está no Boletim de Ocorrência da prisão, que foi motivada por uma denúncia anônima, como consta no documento. À TV Globo, o Exército informou em nota: “(...) O Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Cap William Pina Botelho é oficial do Exército Brasileiro, lotado no Comando Militar do Sudeste. Com relação aos fatos questionados, as circunstâncias estão sendo apuradas”.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo diz que desconhece qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por qualquer outro órgão de segurança.

“O Comando da Polícia Militar de São Paulo nega a existência de uma operação conjunta na ocasião citada pela reportagem. A PM desconhece qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por outro órgão de segurança. A instituição também não conhece o homem apontado pela reportagem como um suposto oficial das Forças Armadas. O Deic desconhece a existência de um oficial infiltrado e garante que todos os detidos apresentados no departamento foram qualificados no boletim de ocorrência”, informou em nota.

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