Faltam 1.001 dias para a Copa: obras paradas

Hoje, operrios do Mineiro cruzaram os braos; no Maracan, trabalhadores esto parados h 15 dias; obra de ampliao de aeroporto de Guarulhos foi interditada pela Justia; Brasil ganhou direito de sediar a Copa h exatos quatro anos; o sufoco reflexo da desorganizao

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247, com Agência Estado – Operários das obras de reforma do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, para a Copa de 2014 entraram em greve na manhã desta quinta-feira, 15. A categoria reivindica melhorias salariais, aumento da cesta básica e o direito de fazer hora extra por todos. Os trabalhadores devem se reunir na porta do estádio às 12h a fim de decidir os rumos da paralisação. Segundo a Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), o que existe é uma tentativa de paralisação, mas há funcionários trabalhando.

No Maracanã, no Rio, os operários também estão de braços cruzados, pela segunda vez, em protesto contra o não cumprimento de acordo fechado na última semana em relação a plano de saúde e melhores condições de segurança no trabalho. O sindicato dos trabalhadores alega que surgiram novas questões, ligadas à qualidade da alimentação servida aos empregados e à inexistência de assistência médica no período noturno, que não foram contempladas no acordo já realizado. Em nova audiência de conciliação, no dia 5 de setembro, o desembargador Carlos Alberto Araujo Drummond determinou o julgamento do dissídio coletivo, que decidirá sobre a legalidade da segunda greve dos trabalhadores, que acontece desde 1º de setembro. O julgamento da greve foi marcado para esta sexta-feira.

Eles haviam paralisado as obras pela primeira vez na última semana de agosto, depois que um operário se feriu no canteiro de obras ao tentar cortar um galão com resíduos metálicos e de combustível. A greve, que durou quatro dias, foi iniciada no mesmo dia do acidente para cobrar melhores condições de segurança e trabalho.

Outra obra que não anda é o terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, interditada pela Justiça Federal em decorrência de contratação sem licitação da empresa Delta Construções S/A. A decisão liminar é da juíza Louise Vilela Filgueiras Borer, da 6ª Vara Federal em Guarulhos/SP.

Um dos principais motivos para a paralisação do Mineirão é que as reinvindicações de melhorias sejam feitas diretamente à presidente Dilma Rousseff, que chega a Belo Horizonte nesta sexta-feira para a festa que marcará mil dias para o início do Mundial. A comemoração também deve contar com a presença do Ministro do Esporte, Orlando Silva, de Pelé e de representantes da Fifa. A comissão irá visitar a reforma do Estádio e outras obras de mobilidade urbana na capital de Minas Gerais.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte, Osmir Venuto, confirmou nesta quinta, porém, que os trabalhadores realmente entraram em greve e estão reivindicando melhores salários e condições de trabalho. Os operários chegaram no começo da manhã desta quinta ao Mineirão e não iniciaram os trabalhos previstos, permanecendo em frente ao estádio pacificamente, de acordo com Venuto. Participam da obra cerca de 1.100 trabalhadores, segundo o sindicato.

Além de aumento nos salários, os operários reivindicam aumento no vale-refeição, plano de saúde também para os familiares e melhorias nos banheiros e chuveiros da obra. Segundo Venuto, eles pretendem entregar nesta sexta à presidente Dilma Roussef um relatório com suas denúncias e reivindicações.

Não é a primeira vez que o Mineirão tem a reforma paralisada. Em junho, os operários fizeram greve também em reinvindicação a melhores salários, mas voltaram ao trabalho após um acordo entre a categoria e a Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), que previa reajuste salarial de 4% sobre o salário de todos os empregados, entre outros benefícios. O grupo Minas Arena, responsável pelas obras, é formado pelas empresas Construcap S.A. Indústria e Comércio, Egesa Engenharia S.A. e Hap Engenharia Ltda.

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