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"Familiocracia" ameaça discurso de mudança do PV

Para o deputado estadual e candidato a federal pelo PV, Freire Júnior, fica difícil para o PV, depois do seu Movimento por uma Alternativa de Mudança, aceitar as candidaturas a deputado federal de Dulce Miranda (PMDB), esposa do candidato a governador, Marcelo Miranda (PMDB), e de Irajá Abreu (PSD), filho da candidata à reeleição no Senado, Kátia Abreu; “Nós estamos com o discurso de mudança, de fortalecimento das instituições e essa situação está gerando muito desconforto, pela leitura que pode ser feita, de que há uma familiocracia nessa coisa. E isso não fortalece, não reforça esse nosso discurso. Até penso que prejudica”, disse Freire  

Para o deputado estadual e candidato a federal pelo PV, Freire Júnior, fica difícil para o PV, depois do seu Movimento por uma Alternativa de Mudança, aceitar as candidaturas a deputado federal de Dulce Miranda (PMDB), esposa do candidato a governador, Marcelo Miranda (PMDB), e de Irajá Abreu (PSD), filho da candidata à reeleição no Senado, Kátia Abreu; “Nós estamos com o discurso de mudança, de fortalecimento das instituições e essa situação está gerando muito desconforto, pela leitura que pode ser feita, de que há uma familiocracia nessa coisa. E isso não fortalece, não reforça esse nosso discurso. Até penso que prejudica”, disse Freire   (Foto: Aquiles Lins)

Tocantins 247 – Apenas dois dias depois de confirmada a aliança entre o PV e o PMDB, com o deputado Marcelo Lélis (PV) indicado como candidato a vice-governador na chapa que tem Marcelo Miranda (PMDB) ao governo, as diferenças de posicionamentos entre os líderes das duas siglas começam se tornar públicas.

O deputado estadual e candidato a deputado federal pelo PV, Freire Júnior, confirmou ao Tocantins 247 nesta quarta-feira, 2, que as candidaturas a federal da esposa de Marcelo Miranda, Dulce Miranda, e do filho da senadora Kátia Abreu (PMDB), Irajá Abreu (PSD), que vai à reeleição, estão gerando desconforto e insatisfação entre os candidatos a deputado federal da coligação.

Com Lélis à frente do Movimento por um Alternativa de Mudança, o PV defendeu em reuniões em 106 municípios, percorreu mais de 20 mil km com o discurso de renovação das forças políticas, e agora teme não ter argumentos para rebater as acusações de familiocracia na coligação em que se instalaram.

“Nós estamos com o discurso de mudança, de valorização e fortalecimento das instituições e essa situação está gerando muito desconforto, até pela pressão do eleitor, pela leitura que pode ser feita, de que há uma familiocracia nessa coisa. E isso não fortalece, não reforça esse nosso discurso. Até penso que prejudica”, disse Freire.

Para Freire Júnior, a candidatura de Dulce Miranda, embora tenha reconhecido potencial eleitoral, é a mais complicada de ser defendida. “Dá a impressão de um projeto familiar, em detrimento do projeto do grupo, da força política. É uma coisa que pode ser evitada. Nós não podemos é perder o discurso”, defendeu.

O candidato do PV amenizou a situação de Irajá Abreu, que foi eleito na eleição de 2010, quando Kátia não era candidata.  “Hoje ele é detentor de mandato, mas agora a mãe é candidata e vai estar mãe e filho no mesmo palanque”, disse.

O candidato do PV disse ainda que irá discutir a situação com o candidato a governador Marcelo Miranda.