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"Faremos a campanha do tostão contra o milhão"

Candidato ao governo pelo PSOL, Marcos Mendes foi entrevistado pela rádio Metrópole nesta segunda e criticou a corrupção no país, inclusive no processo eleitoral; "É o sistema que faz com que as pessoas façam isso. Com essas doações de campanhas dos outros candidatos, será a luta do tostão contra o milhão, Davi contra Golias. Não temos uma estrutura para lutar de igual para igual"; ele se mostrou contrário aos métodos usados pelos institutos de pesquisa; "Colocam só os nomes dos que estão na frente, o nosso não colocam"

Candidato ao governo pelo PSOL, Marcos Mendes foi entrevistado pela rádio Metrópole nesta segunda e criticou a corrupção no país, inclusive no processo eleitoral; "É o sistema que faz com que as pessoas façam isso. Com essas doações de campanhas dos outros candidatos, será a luta do tostão contra o milhão, Davi contra Golias. Não temos uma estrutura para lutar de igual para igual"; ele se mostrou contrário aos métodos usados pelos institutos de pesquisa; "Colocam só os nomes dos que estão na frente, o nosso não colocam" (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Candidato ao governo do Estado pelo PSOL, Marcos Mendes foi entrevistado pela rádio Metrópole nesta segunda-feira pela programação 'Vota Bahia' e criticou a corrupção no país. "É uma coisa sistêmica, é o sistema que faz com que as pessoas façam isso. Com essas doações de campanhas dos outros candidatos, será a luta do tostão contra o milhão, Davi contra Golias. Não temos uma estrutura para lutar de igual para igual".

Mendes também criticou o que classifica como excesso de material publicitário dos candidatos pelas ruas. "A poluição da Avenida Paralela é estarrecedora, cada centavo ali é do seu dinheiro, do nosso dinheiro, dos impostos. O PSOL se diferencia pela transparência. Não temos placas nessas vias. Vamos mostrar que somos radicais nos princípios".

O candidato do PSOL falou ainda sobre o 'radicalismo' de seu partido e explicou a postura ideológica da legenda. 

"Com os movimentos de rua, isso mudou. No Rio de Janeiro, o PSOL está fortalecido, em São Paulo existem lideranças emblemáticas. Aqui em Salvador tivemos o segundo vereador mais votado (Hilton Coelho). Não precisa gastar muito dinheiro para eleger um parlamentar. Nós somos radicais nos princípios, não somos violentos. Tem gente que conversa comigo e diz que sou um doce. Nós vamos na raiz do problema".

Ele também comentou sobre as pesquisas de intenção de voto e mostrou posicionamento contrários aos métodos usados pelos institutos. "Colocam só os nomes dos que estão na frente nos questionários, o nosso não colocam. Não colocam o meu nome, o nome de Da Luz, de Renata Mallet. A gente quer uma alternativa ao PT, mas isso não significa uma volta ao passado. Paulo Souto significa a privatização da Coelba, do Baneb".

Para fechar a conta, Marcos Mendes defendeu os debates como instrumentos mais importantes do processo eleitoral. "Nos debates temos o mesmo tempo, a mesma voz e a mesma oportunidade. Quanto às pesquisas, tenho uma resistência muito grande. Existem indícios muitos grandes que as pesquisas favorecem candidatos".