FBC aparece em nova delação como beneficiário de propina em Suape

Ex-executivo da construtora Andrade Gutierrez Rodrigo Ferreira Lopes da Silva afirmou, em delação premiada, que a empreiteira pagou propinas de 5% do valor de um contrato de revitalização do píer de granéis líquidos do Complexo Industrial e Portuário de Suape ao senador Fernando Bezerra (PSB-PE) na época em que ele foi presidente do Porto de Suape, em Pernambuco; Silva citou ainda que o empresário e ex-presidente da Copergás Aldo Guedes também teria sido beneficiado com parte da propina; Guedes já foi citado em outras delações e é apontado como operador de campanhas do ex-governador Eduardo Campos (PSB), falecido em 2014

Senador Fernando Bezerra Coelho ((PSB-PE) e Porto de Suape .2
Senador Fernando Bezerra Coelho ((PSB-PE) e Porto de Suape .2 (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) voltou a ter o nome citado em uma nova delação premiada que o acusa de envolvimento em corrupção. Segundo o ex-executivo da construtora Andrade Gutierrez Rodrigo Ferreira Lopes da Silva, a empreiteira pagou propinas da ordem de 5% do valor de um contrato de revitalização do píer de granéis líquidos do Complexo Industrial e Portuário de Suape. Silva também citou que o empresário e ex-presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) Aldo Guedes teria sido beneficiado com a propina referente a obra, além de FBC. Guedes já foi citado em outras delações premiadas e é apontado como operador de campanhas do ex-governador Eduardo Campos (PSB), falecido em 2014.

De acordo com Silva, o valor de 5% teria sido pago a Aldo Guedes e ao senador FBC e estaria ligado a obras de revitalização do píer de graneis líquidos e que teria sido pago pelo consórcio do qual a empreiteira fazia parte juntamente com a OAS. A defesa de Aldo Guedes disse que só irá se pronunciar após ter acesso a "integralidade das provas e dos depoimentos".

Já FBC disse, por meio de nota, que "não irá se manifestar acerca da dita colaboração até que tome conhecimento de sua integralidade pelos meios oficiais. Os advogados do parlamentar também destacaram que "repudiam com veemência tais afirmações do suposto delator, sem qualquer fundamento. Todos os contatos do senador com a empresa citada foram absolutamente institucionais e as contas relativas à gestão dele à frente do Porto de Suape, entre 2007 e 2010, aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado".

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