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FHC articula chapa única no PSDB em torno de Alckmin

Tentando impedir a implosão total do PSDB, Fernando Henrique Cardoso e Alberto Goldman, presidente interino do partido, atuam para garantir a formação de chapa única na convenção em dezembro; Goldman disse que ambos os candidatos, os senadores Marconi Perillo e Tasso Jereissati, e outras lideranças concordam com a chapa única, mas está trabalhando para garanti-la, dada toda a indefinição; além das dificuldades de se preencher chapa tão grande, o constrangimento de caciques em se posicionarem para um ou outro grupo geraria um clima de "vencidos versus vencedores", que aprofundaria o racha, dizem dirigentes tucanos

Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, o ex-presidente da Fernando Henrique Cardoso, e governadores tucanos em reunião na sede da Executiva Nacional do PSDB (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

SP 247 - Para evitar o descontrole total do racha no PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador paulista Alberto Goldman, presidente interino do partido, atuam para garantir a formação de chapa única na convenção em dezembro.

A chance de fracassarem é aventada pela primeira vez na história do partido, em meio à divisão que se explicitou na formação da ala que advoga pelo desembarque do governo Temer e aquela que defende a permanência.
O objetivo de FHC e Goldman é restringir a disputa à Executiva, composta por cargos como presidente, vices, secretário-geral e tesoureiro.

A convenção do PSDB terá duas etapas. Primeiro se elegerá a chapa para formar o diretório, composta por 177 titulares e 53 suplentes. Uma vez eleito, o diretório mais os deputados e senadores escolherão a Executiva.

Goldman disse que ambos os candidatos e outras lideranças concordam com a chapa única, mas está trabalhando para garanti-la, dada toda a indefinição. "Seria um desgaste muito grande termos duas chapas, não se pode negligenciar nada."

Além das dificuldades de se preencher chapa tão grande, o constrangimento de caciques em se posicionarem para um ou outro grupo geraria um clima de "vencidos versus vencedores", que aprofundaria o racha, dizem dirigentes tucanos.

Por isso, trabalha-se com a alternativa de o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ser aclamado presidente do PSDB.