Fifa deve aprovar aumento no número de seleções na Copa

O Conselho da Fifa, de 37 membros e responsável por tomar decisões estratégicas para a entidade que comanda o futebol mundial, decidirá na terça-feira se aumenta o número de participantes do torneio das atuais 32 seleções para 40 ou 48, a partir do Mundial de 2026; o projeto foi uma promessa de campanha de Gianni Infantino, que se elegeu presidente da Fifa no ano passado

Secretário-geral da Uefa e candidato à presidência da Fifa, Gianni Infantino, chega para reunião na sede da Conmebol em Luque, no Paraguai. 26/01/2016 REUTERS/Mario Valdez
Secretário-geral da Uefa e candidato à presidência da Fifa, Gianni Infantino, chega para reunião na sede da Conmebol em Luque, no Paraguai. 26/01/2016 REUTERS/Mario Valdez (Foto: José Barbacena)

Reuters - A Fifa deve ignorar o velho ditado que diz que em time que está ganhando não se mexe ao aprovar o plano do presidente da entidade, Gianni Infantino, de ampliar a Copa do Mundo.

O Conselho da Fifa, de 37 membros e responsável por tomar decisões estratégicas para a entidade que comanda o futebol mundial, decidirá na terça-feira se aumenta o número de participantes do torneio das atuais 32 seleções para 40 ou 48, a partir do Mundial de 2026.

Infantino, eleito em fevereiro para substituir Joseph Blatter, que deixou o cargo em meio a várias denúncias de corrupção, prometeu durante sua campanha ampliar o torneio, promessa destinada a agradar a maioria das 211 associações filiadas à Fifa que nunca, ou raramente, veem suas seleções conquistarem vaga no Mundial.

Infantino afirma ter "apoio esmagador" para seus planos. Os nove integrantes europeus do Conselho, no entanto, não devem apoiar a medida.

Um porta-voz da Uefa, entidade que dirige o futebol europeu, mostrou pouco entusiasmo com a proposta, dizendo que está "atualmente colhendo opiniões de suas associações nacionais, que são diretamente impactadas por quaisquer mudanças".

A entidade que representa os clubes mais poderosos da Europa, que já sofrem para manter os jogadores saudáveis durante longos campeonatos locais, escreveu para Infantino no mês passado para dizer que "a política e o comércio não devem ser as prioridades exclusivas do futebol".

Mas mesmo que os europeus se oponham à expansão, os comentários de Infantino sugerem que eles serão minoria.

 

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