Filho de Zezé Perrella sacou R$ 103 mil um dia após repasse da JBS

Movimentação financeira foi rastreada pelo Coaf e mostra que o filho do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Gustavo Perrella, movimentou R$ 103 mil um dia após o recebimento de propina da JBS por parte do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG); montante faz parte dos R$ 2 milhões pedidos por Aécio ao empresário Joesley Batista, sócio da empresa, como propina

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Zeze Perrella (PDT-MG). Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Zeze Perrella (PDT-MG). Foto: Moreira Mariz/Agência Senado (Foto: Charles Nisz)

Minas 247 - Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) – órgão ligado ao Ministério da Fazenda responsável por rastrear transações suspeitas - Gustavo Perrella, filho do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), sacou R$ 103 mil da conta da empresa Tapera Participações em 13 de abril.

O saque ocorreu um dia depois da entrega de R$ 500 mil a Frederico Pacheco, primo de Aécio Neves – Pacheco repassou o valor a Mendherson Souza, assessor de Perrella. O Coaf flagrou Mendherson providenciando a retirada dos R$ 103 mil em espécie da conta da Tapera. O valor foi, posteriormente sacado pelo filho de Perrella.

O Ministério Público Federal suspeita que a Tapera tenha sido a destinatária de parte dos R$ 2 milhões pedidos por Aécio a Joesley Batista, da JBS. O relatório do Coaf é mais um dos indícios levantados pelos procuradores de que o montante tenha ido parar na empresa que tem como sócio o filho de Zezé Perrella.

Atualmente, Gustavo Perrella é sócio da Tapera, segundo dados da Receita. O relatório do Coaf revela que a conta da empresa é movimentada pelo servidor do gabinete de Zezé Perrella. Os advogados do senador confirmam que a empresa é controlada pelo parlamentar tucano. 

Mendherson também levou R$ 480 mil à casa da sogra, quando soube do estouro da Operação Patmos, segundo relatórios de busca e apreensão da PF em endereços ligados a ele. As sacolas com o dinheiro foram levadas para Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.

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