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“Forma que encontrei para ajudar no Proinveste foi me omitindo”, diz Jackson

Vice-governador quebra jejum de entrevistas e afirma que tem dialogado com todas as lideranças do grupo governista para consolidar a sua candidatura; nega qualquer esfriamento na sua relação com o governador Marcelo Déda; diz que não acha que Valadares será candidato ao Governo e ressalta ainda que não tem problemas em formar aliança com DEM e PT 

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Por Valter Lima, do Sergipe 247, e Raíssa Cruz, do Universo Político – Fora dos holofotes, o vice-governador Jackson Barreto (PMDB) está desde o final do ano passado quieto. Sem dar entrevistas, sem falar sobre política, sem rebater críticas e sem comentar o Proinveste. Não se sabe se por estratégia política própria ou por uma orientação do governador Marcelo Déda (PT), que mesmo enfrentando um tratamento duro contra o câncer no estômago, optou por se manter a frente da administração.

Nesta quinta-feira (27), Jackson quebrou o silêncio e em entrevista exclusiva ao Sergipe 247 e ao Universo Político falou sobre todos os temas políticos do momento (da especulada e pouco provável aliança PT-DEM, de sua candidatura ao Governo em 2014, do seu afastamento das discussões do Proinveste, da unidade política da base e das declarações de aliados sobre ser ele o candidato natural). Confira a íntegra da entrevista concedida após a assinatura da ordem de serviço da reforma da cobertura do aeroporto de Aracaju.

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Sergipe 247 – Como é que o senhor vê o cenário que tem sido especulado por muitos de uma aliança entre DEM e PT para apoiar a sua candidatura a governador em 2014?
Jackson Barreto – O PMDB não tem dificuldades de fazer coligações. Nós não temos problemas, não temos, em nível do nosso partido, decisões impedindo quaisquer coligações, mas eu posso falar de coração aberto que não há nenhuma conversa neste exato momento e nem nunca houve. Não tenho porque esconder. Estou de coração aberto, de perspectiva de alianças para as eleições de 2014, até porque está muito cedo. Qualquer conversa neste momento, são meras especulações, primeiro, porque o DEM está começando um governo agora; segundo, porque nós estamos todos voltados para a questão do Proinveste e para a saúde do governador. Não temos nem tempo para fazer as discussões políticas necessárias para o próximo ano. Evidentemente que este ano nós estaremos fazendo essas tratativas, mas não exatamente agora.

Sergipe 247 – Mas assim como houve a sensibilidade do prefeito João Alves (DEM) em relação ao Proinveste, o senhor confirma que há sim a possibilidade harmonia entre estes dois grupos, que são tão diferentes?
JB – Eu não posso falar neste momento de qualquer entendimento político. Temos um grande líder do nosso projeto, que é o governador Marcelo Déda. Não posso me antecipar a nada, porque qualquer decisão será fruto de uma discussão entre aliados. E esta discussão não se processou. O governador está muito voltado para a questão do Proinveste e nós não vamos fazer discussão política agora. Acho que lá pelo meio do ano, em São João, tem tempo demais. E volto a repetir que não houve nenhuma discussão, nenhuma conversa sobre isso. E é evidente que eu não tenho nenhuma posição de ordem pessoal, porque eu faço parte de um grupo, que é liderado pelo governador Marcelo Déda.

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Sergipe 247 – Quando tanto o governador Marcelo quanto o senador Valadares afirmam que sua candidatura está colocada, que é natural, mas que é preciso consolidar, isso não gera algum incômodo no senhor?
JB – Não. Me deixa muito feliz. Eu me acho membro dessa aliança e sempre trabalhei para consolidá-la. Não a mim pessoalmente, mas para consolidar um projeto que eu acredito, que é esse projeto de fazer um governo com muitas obras, de ser capaz de produzir mudanças em nosso Estado, de ter um comportamento, que Marcelo Déda tem, na administração, de ser inquestionável, do ponto de vista da ética, da honradez. Eu fico feliz de ver o senador Valadares falar. Fico feliz quando ouço a posição e opinião de Rogério Carvalho, de Márcio Macêdo, de Conceição Vieira, de Valadares Filho, de todos, porque eu fico muito gratificado, porque são companheiros que me conhecem, de forma muito profunda, e sabem que ao longo da minha vida pública eu só tive um comportamento de lealdade com os meus amigos e aliados. Quando o governador e Valadares falam em consolidar, eles estão dizendo para mim: “É preciso, Jackson, que você aprofunde as discussões internas no grupo, para que todas as alas e áreas se sintam representadas na sua pessoa, enquanto candidato. Você tem que ser um candidato que todos se sintam satisfeitos, representados e com a responsabilidade de conduzir a sua campanha. Você tem que ter uma campanha onde os aliados se sintam amanhã, você vitorioso, no poder”. Então, quando o governador ou Valadares afirmam que é preciso consolidar, eles estão dizendo assim: “é preciso você buscar todos os companheiros. Não apenas os que estão na linha de frente, mas do maior ao menor, conversar, dialogar, ouvir, discutir...”.

Sergipe 247 – O senhor está fazendo isso?
JB – Eu estou fazendo. Eu só faço isso.

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Sergipe 247 – Em relação a Valadares, o senhor acredita que ele pode disputar o Governo em um cenário onde Eduardo Campos seja candidato a presidente?
JB – Não. A aliança de Sergipe sempre foi considerada por Eduardo Campos, pelas lideranças do PMDB nacional e pela do PT como o melhor laboratório de você formular uma política de alianças em nosso país. Sergipe é tido como o melhor laboratório de uma aliança dessa base do Governo Dilma. Veja só: deixou a prefeitura um nome do PC do B; foi candidato um companheiro do PSB. O senador Valadares é do PSB, o governador Marcelo Déda é do PT e eu só do PMDB, vice-governador, candidato a governador, então todos os partidos estão na base aliada da presidente Dilma. Sergipe é a melhor amostragem de como se funciona um projeto de aliança política, ou seja, todos têm oportunidade, todos são respeitados, por isso que as coisas aqui têm dado certo. Nesse exato momento, nem o governador, nem Jackson Barreto querem fazer uma discussão política de eleição de governador, porque estamos preocupados com a questão do Proinveste e essa é uma discussão que está a cargo do governador. É uma discussão que eu não quero penetrar, porque está sob a responsabilidade de Marcelo Déda.

Sergipe 247 – O senhor está acompanhando de longe ou não está acompanhando?
JB – Eu estou sabendo daquilo que sai na imprensa.

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Sergipe 247– Muito tem se comentado que o senhor tem se pronunciado pouco em relação ao Governo. Há uma relação tranquila? 
JB – Com relação ao Governo, tranquilíssimo. Esta semana, conversei com o governador na segunda-feira, em um ambiente de fraternidade, de afeto.

Sergipe 247 – Não há esfriamento na relação ou um recuo do senhor?
JB – Não, não. Acho que nesta discussão que se processou havia sempre críticas ao meu comportamento com relação à questão do Proinveste e eu não quero ser instrumento para que se crie qualquer dificuldade. Eu quero ajudar o meu Estado. E a forma que eu encontrei para contribuir foi me omitindo de qualquer discussão e seguindo a orientação do governador Marcelo Déda que, neste momento, conduz o processo de entendimento.

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Sergipe 247 – Será aprovado?
JB – Acredito, pelas informações que temos, que será aprovado. Esperamos isso para o bem de Sergipe, para o bem de todos, para o bem de que é situação, para o bem de quem é oposição.

Sergipe 247 – Jackson, o senhor realmente acredita que é um candidato natural ao Governo em 2014?
JB – É o que se fala nas ruas de Aracaju, do Interior, são os comentários naturais, mas eu não sou nenhuma divindade e nem tenho poder especial. Acho que essa discussão só deve ser feita mais adiante e entregar nas mãos de Deus e agora torcer pela saúde do governador e pela aprovação do Proinveste. A saúde do governador é fundamental. A saúde do Estado, com o Proinveste, também é fundamental.

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