Fortunati oferece aluguel social a famílias afetadas

Prefeito de Porto Alegre continua visitando famílias afetadas pelas cheias do Guaíba na zona sul de Porto Alegre; a área, no bairro Guarujá, ainda está com a água bastante alta, invadindo a rua, e durante a semana chegou a entrar nas casas da população mais carente, que vive às margens do rio; A Prefeitura ofereceu aluguel social, no valor de R$ 300 a R$ 500, para 12 famílias afetadas, se desejarem sair de suas casas, assim como abrigos temporários

23/10/2015 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Comitiva da prefeitura visita região afetada pela chuva no bairro Guarujá na Zona Sul de Porto Alegre | Foto: Caroline Ferraz/Sul21
23/10/2015 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Comitiva da prefeitura visita região afetada pela chuva no bairro Guarujá na Zona Sul de Porto Alegre | Foto: Caroline Ferraz/Sul21 (Foto: José Barbacena)
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Sul 21- O prefeito José Fortunati (sem partido) e o vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB) visitaram, na manhã de sexta-feira (23), famílias afetadas pelas cheias do Guaíba na zona sul de Porto Alegre. A área, no bairro Guarujá, ainda está com a água bastante alta, invadindo a rua, e durante a semana chegou a entrar nas casas da população mais carente, que vive às margens do rio. A Prefeitura ofereceu aluguel social, no valor de R$ 300 a R$ 500, para 12 famílias afetadas, se desejarem sair de suas casas, assim como abrigos temporários.

A equipe percorreu as avenidas Guarujá e Guaíba e as ruas Criciúma, dos Guenoas e Jacipuia. A visita foi acompanhada pelo coordenador-geral da Defesa Civil, Nelcir Tessaro, o diretor do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Tarso Boelter, equipes técnicas da prefeitura e o gestor do Centro Administrativo Regional (CAR-Sul) Eduardo Rava de Campos.

De galochas, Fortunati e Melo atravessaram as águas ao lado de moradoras que foram relatar a situação a ele e agradecer pelo aluguel social. Além disso, o prefeito destacou que diversas áreas do Executivo estão mobilizadas para atender à população atingida. “Estamos oferecendo todo o trabalho da Prefeitura, especialmente de Assistência Social e Saúde, porque a água pode trazer doenças. O pessoal da Defesa Civil também está aqui. E não há problema de arroio ou boca de lobo, o problema é que o Guaíba subiu e o bairro acaba ficando completamente encharcado”, apontou Fortunati.

Para o vice-prefeito Sebastião Melo, porém, a origem do problema está na falta de planejamento urbano, que fez com que as pessoas pudessem construir casas em lugares inadequados, há décadas. Assim, mesmo com o investimento de R$ 250 milhões em drenagem urbana, moradores continuam sendo afetados. “Essas residências não poderiam existir. Em um determinado momento, alguém há 40, 50 anos ocupou. E o poder público foi passivo, até porque as pessoas não tinham onde morar”, afirmou. Segundo ele, a cidade agora precisa ser reconstruída e será preciso deslocar recursos de outras áreas para conseguir superar os estragos causados pelas chuvas. Já foram gastos R$ 60 milhões até agora, conforme Melo.

A Prefeitura está trabalhando em “regime de mutirão”, afirmou ele, desde a tempestade da semana passada. “Este é apenas um dos pontos afetados, mas são muitos os problemas na cidade. A cidade está esburacada porque choveu muito, tem ruas que nem têm como tapar mais, e estradas de chão no extremo sul também estão detonadas. Evidentemente nossas equipes serão insuficientes”, constatou o vice-prefeito. Ele também mencionou o papel da própria população, que pode colaborar não colocando lixo no chão e nos arroios.

Além de oferecer os serviços, os dois também foram ao local mostrar solidariedade. “Nossa vinda é para dizer que a Prefeitura está aqui presente”, ponderou Melo. Desde a semana passada, Fortunati já esteve na região das Ilhas, Humaitá e Sarandi. “É importante a presença do prefeito para dar suporte às nossas equipes e prestar solidariedade aos moradores. Eles se sentem mais seguros de que a Prefeitura não vai abandoná-los em um momento tão difícil”, acredita.

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