Fortunati tem início de mandato turbulento
Pouco antes dos cem dias de sua segunda gestão, prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), teve de enfrentar um violento protesto de estudantes contra o aumento da tarifa do ônibus na capital, que depois foi suspenso pela Justiça; em entrevista ao Valor Econômico, ele diz que precisa ser cauteloso com as finanças, já que "a crise está aí", e que prefere a presidente Dilma a Eduardo Campos em 2014
RS 247 – O prefeito José Fortunati (PDT) enfrenta um início de segundo mandato turbulento em Porto Alegre. Antes de completar cem dias de gestão, o pedetista precisou enfrentar um violento protesto de estudantes contra o aumento da passagem de ônibus, que acabou sendo suspenso pela Justiça, além de ter de resolver uma questão financeira: preocupado com o desempenho da economia, decidiu contingenciar 20% do orçamento para 2013.
Reportagem do Valor Econômico desta quarta-feira 10 destaca os dois fatores para definir que os primeiros dias da administração foram mais turbulentos do que o esperado. A matéria também destaca que o pedetista começa a tirar do papel algumas promessas feitas na campanha, como a informatização do sistema de agendamento de consultas dos postos de saúde. Ao jornal paulista, o prefeito fala também sobre política e a situação econômica do município.
"Infelizmente tenho que ser cauteloso, apesar de todo o discurso otimista do governo federal", diz ele, que entende que "a crise está aí". Segundo Fortunati, obras e ações não serão congeladas devido à situação financeira, "mas as metas serão reduzidas". Ele garante que os investimentos mais importantes, como em saúde e educação, não serão afetados, assim como as obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014, que são financiadas pela Caixa.
Sobre 2014, Fortunati diz ter "simpatia maior" pela presidente Dilma Rousseff do que pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que também pretende concorrer à presidência da República. No Estado, o prefeito defende a candidatura própria do PDT, apesar de o partido estudar fazer uma aliança com o PMDB ou se manter na base do governador Tarso Genro (PT).
