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Fraude em remédios leva ex-ministro à PF

Anderson Adauto (PMDB), que foi ministro dos Transportes no governo Lula e é o atual prefeito de Uberaba, presta esclarecimentos na Polícia Federal sobre possíveis irregularidades em licitações envolvendo a prefeitura do Triângulo Mineiro e a empresa farmacêutica Home Care. Rombo seria de R$ 5 milhões

Fraude em remédios leva ex-ministro à PF (Foto: Divulgação)

Minas 247- O ex-ministro dos Transportes (governo Lula) e atual prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PMDB), prestou depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira. A polícia investiga um suposto esquema de fraude em licitações envolvendo a empresa Home Care e a prefeitura. A empresa foi contratada para fornecer e distribuir medicamentos na cidade. De acordo com as investigações, a fraude já teria lesado os cofres públicos em mais de R$ 5 milhões. Em 2008, o Ministério Público, que investigava o caso, pediu a cassação dos direitos políticos do prefeito por cinco a oito anos.

Confira a matéria no site G1

O Prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, prestou depoimento nesta quinta-feira (28) na Delegacia da Polícia Federal, que investiga denúncias de fraude em licitações envolvendo a Prefeitura Municipal de Uberaba e a empresa farmacêutica Home Care. O Ministério Público pede na justiça a devolução de R$ 5 milhões aos cofres públicos, que seria o valor desviado em 2006.

Anderson Adauto disse que procurou responder aos questionamentos durante o depoimento na delegacia. Segundo o Prefeito, ele espera que o caso seja esclarecido. Anderson Adauto e o ex-secretário de Saúde e de governo, além de duas funcionárias foram acusados de participação em um esquema fraudulento na contratação da empresa Home Care para gerenciar a compra e a distribuição de medicamentos em Uberaba, em novembro de 2006.

As investigações mostravam que a fraude começava no período de licitação e que os editais eram direcionados para que as empresas que não participavam do esquema fossem desclassificadas. A suspeita é de que os vencedores superfaturavam a compra dos medicamentos. A Home Care teria desviado quase R$ 5,1 milhões dos cofres públicos em dez meses.

Em 2008, o Ministério Público de Minas Gerais pediu o afastamento e o sequestro dos bens dos quatro envolvidos e, no caso do prefeito Anderson Adauto, pediu a suspensão dos direitos políticos por um período de cinco a oito anos. Na ocasião, representantes de organizações não-governamentais (ONG's) e associações de bairros do município representaram na Câmara Municipal com pedido de cassação do mandato do prefeito recém reeleito para a Prefeitura da cidade.