Fronteiras, Piauí: 11 mil habitantes, 500 desempregados, só hoje

Cidade de Fronteiras, que representava o segundo maior PIB per capita no Piauí em 2014, viveu a demissão de 480 pessoas em um mesmo dia; a Fábrica de Cimento Itapissuma, do Grupo Nassau, fechou as portas e mandou todos os seus trabalhadores para o olho da rua, destaca o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; em 2014, havia 1.365 pessoas empregadas na cidade

Cidade de Fronteiras, que representava o segundo maior PIB per capita no Piauí em 2014, viveu a demissão de 480 pessoas em um mesmo dia; a Fábrica de Cimento Itapissuma, do Grupo Nassau, fechou as portas e mandou todos os seus trabalhadores para o olho da rua, destaca o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; em 2014, havia 1.365 pessoas empregadas na cidade
Cidade de Fronteiras, que representava o segundo maior PIB per capita no Piauí em 2014, viveu a demissão de 480 pessoas em um mesmo dia; a Fábrica de Cimento Itapissuma, do Grupo Nassau, fechou as portas e mandou todos os seus trabalhadores para o olho da rua, destaca o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; em 2014, havia 1.365 pessoas empregadas na cidade (Foto: Gisele Federicce)

Por Fernando Brito, do Tijolaço

A cidade de Fronteiras, no Piauí, junto à divisa com Ceará e Pernambuco, era, naquele pobre estado nordestino, o segundo maior PIB per capita.

A riqueza da cidade, se fosse dividida pelos seus pouco mais de 11 mil habitantes, daria, em 2014, segundo o IBGE, perto de R$ 20 mil.

Os empregos na cidade eram, naquele ano, 1.365, pagando, em média 2,4 salários mínimos.

Eram, bem entendido.

Porque hoje, 480 das pessoas empregadas em Fronteiras, já não estão mais.

A Fábrica de Cimento Itapissuma, do Grupo Nassau, fechou as portas e mandou todos os seus trabalhadores para o olho da rua.

Todos, de uma só vez.

Nada menos que 35% de todos os trabalhadores do municípios que, somados aos 200 que já havia demitidos há 15 dias.

O que faz, em 15 dias, que a taxa de desemprego de Fronteiras, o desemprego – se ninguém mais tiver sendo demitido, o que é impossível diante da dependência de uma pequena cidade diante de uma grande empresa – tenha atingido a inacreditável taxa de 50%.

O resto não está desempregado porque segue no eito, brigando contra a seca.

Mas nas vendas da cidade não vai haver mais quem compre o feijão que sai dos roçados.

No comunicado em que a empresa os atira na rua, fala-se em queda de 80% nas vendas de cimento.

O cimento, por suas características de logística é consumido na região Nordeste e não é preciso muito para imaginar o que acontece por lá na construção civil, que multiplica aos milhares do 480 sem-futuro de Fronteiras.

São, como diz o ministro Henrique Meirelles, os “sinais inequívocos da retomada econômica”.

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